quinta-feira, 4 de setembro de 2014

20 ANOS SE PASSARAM...

Estamos envolvidos com o trabalho missionário transcultural da IPB desde 1994 quando fomos recebidos pela APMT, então JME. Nessa caminhada, portanto, lá se vão 20 anos servindo em família. Nossos filhos cresceram com o famoso duplo sentido de cidadania, primeiro em relação a Moçambique depois, e por mais tempo, em relação à África do Sul, onde estudaram e se tornaram adultos. São os chamados Filhos da Terceria Cultura (TCK, sigla em inglês). 

Apesar das dificuldades e alguns percalços enfrentados no campo missionário, eles cresceram e amadureceram em meio e por meio de cada experiência que vivemos juntos.

Hoje os vejo como jovens capazes, com grande bagagem em termos de visão de mundo, resilientes, tolerantes às diferenças culturais e, acima de tudo, são homens tementes a Deus. São de fato, instrumentos dEle em nossas vidas e na vida de tantos outros com quem convivem.

Após alguns anos em Moçambique, depois no Brasil tratando de saúde e dando sequência aos estudos, chegamos na África do Sul, onde, entre os anos de 2002 e 2010 nos dedicamos inteiramente ao trabalho entre refugiados. Inicialmente nosso trabalho consistia basicamente de uma parceria com a Igreja Presbiteriana da Comunidade do Kenilworth (KCPC) visando evangelismo e discipulado de refugiados.

Para tanto, juntos criamos um Programa Cristão para Transformação Social (CSTEP) por meio do qual auxiliamos no amparo e instrução de refugiados na Cidade do Cabo. 
São os chamados refugiados de guerra ou migrantes econômicos que buscam viver temporáriamente na África do Sul em busca de melhores oportunidades de vida. Por meio desse projeto oferecemos auxílio prático para melhor se qualificarem e, desse modo, poderem competir no competitivo mercado de trabalho deste país. 

Isto porque entendemos que a igreja não pode fechar os olhos aos milhões de refugiados ao redor do mundo. Pelo contrário, ela precisa ver nesse ambiente sombrio a grande oportunidade que Deus está lhe dando de alcançar pessoas de diversas nações sem precisar nem mesmo cruzar fronteiras geográficas. Vejo esse momento acontecendo também no Brasil agora na medida em que recebe refugiados de geurra sírios e de outros países.

Precisamos enxergar as portas que Deus está abrindo através da situação de refúgio e passarmos a ver essa condição como uma enorme oportunidade que Deus está dando para a ação da igreja na história de homens e mulheres.
  

Cremos que, como igreja, fomos chamados ao exercício diário da missão de ser sal e luz, dedicando tempo e atenção àqueles que dependem de nossas atitudes de amor e misericórdia para visualizarem o grande amor de Deus que enviou Seu Filho unigênito a fim de que nEle sejamos salvos da condenação eterna.

Particularmente entendo que grupos refugiados são, estrategicamente falando, de grande importância para o alcance de povos não-alcançados reconhecidamente fechados ao Evangelho. Tudo o que precisamos fazer é viver o Evangelho entre eles! Sermos testemunhas entre eles em palavra e ação. Só assim o tempo de refúgio significará muito mais que apenas a sobrevivência ao terror, mas uma porta aberta para a vida plena em Cristo Jesus.


Paralelamente a este trabalho sempre acomapanhamos missionários da APMT/IPB, bem como de outras agências, em seu primeiro ano fora do Brasil no processo de aquisição da língua inglesa, antes de seguirem definitivamente para seus campos. Nesse processo, por aqui já passaram algumas dezenas de famílias missionárias que hoje atuam em diversos países da África, 
Ásia e Oriente Médio. 

Continuamos servindo na 
liderança da KCPC e no apoio a refugiados por meio do CSTEP, cuja responsabilidade atualmente recai sobre a missionária Silvia Octaviano, ao passo em que também nos encarregamos de receber e acompanhar nossos novos missionários no processo de aquisição da língua. 

Além destas atividades, desde 2011 estamos na responsabilidade de dirigir a Base da APMT para a região Austral da África, onde os desafios são muitos e as oportunidades são enormes. 


Portanto, conituamos contando com as suas orações para juntos desempenharmos o serviço missionário para o qual fomos chamados.

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