quinta-feira, 3 de julho de 2014

A noite se aproxima, quando ningém pode trabalhar

Parece uma enorme contradição, mas o país que possui o maior hospital do mundo também continua sendo um dos líderes mundiais em termos dúmero de novas infecções com o virus HIV/AIDS.

O Chris Hani Baragwanath Hospital é apenas um entre os mais de 40 hospitais públicos somente na província de Gauteng, a menor entre as nove províncias da África do Sul. O CHBH (sigla em inglês) está situado numa área de l73 hectares, com aproximadamente 3200 leitos e cerca de 6.760 funcionários (1).

De acordo com o Conselho de Pesquisa de Ciências Humanas da África do Sul (HSRC) os casos de novas infecções com o virus da AIDS continua crescendo. De 2008 a 2012, por exemplo, subiu de 10,6  para 12,2 o surgimento de novos casos. Hoje são 6,4 milhões de pessoas infectadas no país com uma população de aproximadamente 47 milhões de habitantes (2).

O cenário se torna ainda mais sombrio quando levamos em consideração o fato de que mais de 30% desse total são homens e mulheres entre 30 e 39 anos de idade. Ou seja, a mão de obra ativa está compromentida e o potencial de crescimento econômico da nação seriamente ameaçado. Em 2010 apenas o número de mortes no país em consequência do virus foi de 280.000 pessoas.

Porém, a situação continua crítica não apenas na África do Sul, mas em toda a região subsariana. De acordo com a organização ADVERT.org em 2011 esta região sozinha era responsável por 23,5 milhões de casos de AIDS no mundo. Sendo que apenas na sub-região Austral da África se contabilizava um total de 11.040.000 vivendo com AIDS (3).

Na África do Sul o grande desafio tem sido no sentido de diminuir o percentual de novas infecções. A partir de 2008 o país passou a promover mais os meios de prevenção e a oferecer tratamento antiretroviral, mesmo assim em escala muito tímida. Outra preocupação tem sido o número alarmante de crianças órfãs no país. EADVERT.org salienta que em 2012 63% de todos os órfãos da África do Sul perderam um ou os dois de seus pais em virtude da AIDS, muitos dos quais são também portadores do virus.

O futuro ainda parece sombrio, particularmente para os milhões que sofrem com a doença bem como seus respectivos familiares. A pergunta que precisamos fazer é: de que maneira podemos minimizar a dor e particiapr efetivamente no processo de mudança da realidade de milhões de pessoas neste belo continente? Particularmente creio que todos nós podemos nos tornar instrumentos nas mãos de Deus para a tranformação de indivíduos e, consequentemente, de toda uma sociedade, não importa quão perto ou longe estamos do problema.

Creio que todos nós podemos envolver de maneira prática. Cito aqui pelo menos três ações nas quais podemos fazer parte:
a) Orar buscando misericórdia de Deus sobre os aflitos. Esse é um dever cristão e um mandamento bíblico. Orar pelos que sofrem em meio ao caos; orar por aqueles que trabalham com afinco para ofercer alívio, conforto e esperança; orar pelos profissionais na área médica e por aqueles trabalham arduamente em pesquisas de laboratório na busca pela descoberta de uma vacina e tratamentos mais eficazes, etc. A Bíblia nos ensina que "Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e o céu enviou chuva, e a terra produziu os seus frutos" Tiago 5:17-18. A pode mudar circunstâncias.
b) Podemos investir financeiramente em projetos voltados ao atendimento de pessoas incapacitadas ou limitadas pela enfermidade. Para isso o primeiro passo deve ser buscar informação, conhecer melhor a realidade que envolve tais projetos bem como os próprios projetos. A falta de informação é nosso pior inimigo e para quem quer investir sempre difícil fazê-lo "no escuro". Creio que a principal razão da falta de envolvimento nesta área, portanto, é o desconhecimento. Não basta querer investir, é necessário conhecer. Uma vez que conehcemos melhor fica mais fácil participarmos. Mas é preciso ir atrás desse conhecimento.
c) Podemos, também, nos oferecer para ajudar como voluntários em projetos dessa naturaza ou mesmo a criar algum projeto que atenda tal necessiadade. Esse tipo de envolvimento vai desde o servir na área da saúde ao cuidade de uma horta comunitária ou o ensino, e assim por diante. 

O fato é que todos podemos ser participantes como ministros de Deus numa sociedade ferida. Só podemos saber o quanto dói a dor do outro quando nos dispomos a sentir o seu impacto em sua vida.

Neste sentido o trabalho missionário tem  muito a contribuir. Além de ser uma grande oportunidade de levar conforto para pessoas aflitas, permite-nos em primeiro lugar levá-las a conhecer Jesus Cristo, a verdadeira esperança em face a um problemas ainda maior que o visrus da AIDS - a ausência eterna de Deus. As vítimas deste vírus geralmente se sentem mais encorajadas quando percebem que temos em comum a condição de seres caídos e igualmente necessitados da graça salvadora de Deus. Tendem a reconhecer que essa realidade é ainda mais desesperadora do que a sensação de sentença de morte que têm ao serem informados do dignóstico positivo. Assim, podemos agir em ambas as frentes, ou seja, no plano físico e no plano espiritual.

Portanto, precisamos aproveitar as oportunidades para chamar aqules que são Seus. "Enquanto é dia, precisamos realizar a obra daquele que me enviou. A noite se aproxima, quando ninguém pode trabalhar" João 9:4.

Que Deus fortaleça nossos braços para serví-Lo através do serviço aos que nos cercam.

Fontes:
(1) http://www.chrishanibaragwanathhospital.co.za/
(2) http://mg.co.za/article/2014-04-01-sa-holds-highest-number-of-new-hiv-infections-worldwide-survey
(3) http://www.avert.org/africa-hiv-aids-statistics.htm
Mapa: http://en.wikipedia.org/wiki/HIV/AIDS_in_South_Africa

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