segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Notícias - Out/Nov - 2014

"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.” João 12:24
Missão e renúncia andam de mãos dadas. Como em todo ministério cristão, é fundamental uma constante postura de desprendimento/desapego diante de vários aspectos da vida. É o meio pelo qual Deus realize em nós, e por nosso intermédio, aquilo que Ele planejou desde os tempos eternos. Jesus nos ensinou com sua própria vida que é necessário aprendermos o caminho da renúncia. O qual implica em perdas, e às vezes muitas perdas, para que haja ganho. Isso mesmo, o evengelho é uma proposta aparentemente contraditória e nada convencional. Seu ensino é que precisamos diminuir para que Ele cresça; não sermos notados para que Ele seja visto; sermos os últimos para que Ele tenha a primazia; não sermos nada para que Ele seja tudo; é necessário morremos para que por meio dEle haja vida em nós e, desse modo, possamos frutificar. Logo, ou nos acostumamos com isso ou esqueçamos a missão de Deus.

Nossa família vai bem, pela graça de Deus! Leonardo trabalhando duro no seu último ano do curso. Dia 11/12 será a formatura e nesse momento está em processo de registro para fazer o Honours (especialização) em Bioquimica, Microbiologia, Doenças Infecciosas ou Imunologia pela Universidade de Cape Town ou Universidade de Stellenbosch, onde estuda atualmente. Depende da área e universidade em que for aceito. Philipe está prestes a finalizar seu contrato de trabalho e nesse momento está à procura por outra oportunidade. Tem ajudado bastante na igreja, tanto no departamento infantil quanto na comissão para a indicação de um novo pastor nacional para o pastorado da igreja nos próximos anos. 
Guilherme já está deixando saudades e, à medida que a data de sua partida aproxima, o sentimento de ausência. Está treinando um jovem da igreja para substituí-lo na bateria no grupo de música da igreja. Apreensivo, é verdade, mas bastante otimista quanto à sua reintegração em nosso país. Iolanda e eu estamos bem de saúde apesar dos velhos e conhecidos problemas. Meu potássio parece mais estável, mas ainda lutando diariamente com a fadiga. Louvo a Deus pela considerável diminuição das dores e câimbras. Nas próximas semanas devo retornar ao médico para mais uma avaliação dos níveis de potássio e outros minerais.

Fomos enormemente agracidaos por Deus com o nosso Primeiro Encntro Missionário. Somos gratos à APMT e a todos que cooperaram para que pudéssemos realizá-lo. Agradecemos também aos participantes, em especial aos Revs. Fernando Arantes e Obedes Junior pelas mensagens edificantes. Fomos de carro de Cape Town a Neslpruit para ficar mais barato uma vez que fomos em três. Lamentamos não ter sido possível Philipe e Leo participarem, mas foi muito bom termos o Guilherme conosco. Ele chegou a tirar licença do trabalho especialmente para estarmos juntos no encontro e ainda por cima me ajudou a dirigir os quanse 5000 km ida e volta. Retornamos pela Swazilândia onde visitamos uma sobrinha da Iolanda e família, além de familiares de membros da igreja em Cape Town.

Silvia e Laura estão bem, apesar da distância que as separa nesse momento, uma no Brasil e a outra dando sequencia nos estudos na China. A família Scherrer chegou bem em Cape Town, já está instalada e se adaptando bem às novas experiências na vivência transcultural. Seguem no passo a passo com o estudo da língua inglesa e as crianças interagindo bem na creche. Recentemente fomos agraciados com a amável visita dos nossos irmãos presbítero Adilson Vieira e sua esposa Gode. Foi como um presente de aniversário que Deus me deu. Logo em seguida tivemos a visita do Rev. José João de Paula, missionário da APMT responsável pelo cuidado pastoral dos missionários. Em ambos os casos desfrutamos momentos bastante agradáveis de compartilhar e oração.
Nosso ministério na parceria com a Igreja Presbiteriana do Kenilworth continua gerando frutos. Neste momento, entretanto, precisamos encontrar um novo pastor sul-africano, com visão missionária, a fim de que haja continuidade no trabalho. Estamos participando nesse processo de escolha na esperança de que a visão continue se ampliando. Nosso irmão Tharcisse Alex Nzomukonda continua firme no propósito de fazer um curso preparatório aqui mesmo em Cape Town, para melhor servir a Deus em Sua missão. Temos procurado apoiá-lo nesse processo. Seu desejo é trabalhar na evangelização em seu próprio país (Burundi), Moçambique ou algum outro país da África. Uma situação que tem nos preocupado um pouco tem sido a saúde da Alvere Habimana e seu filhinho Joshua. Ela ficou internada vários dias entre setembro e outubro e Joshua está sempre doente.

Para agradecer a Deus conosco:
  1. Pela Sua bondade para conosco.
  2. Pela conclusão do curso de Microbiologia - Biologia Molecular.
  3. Pelo evolvimento de nossos filhos no trabalho do Reino.
  4. Pelo trabalho do Philipe e Iolanda no departamento infantil da Igreja.
Para interceder:
  1. Pela saúde da Alvere e seu filhinho Joshua.
  2. Pelo retorno do Guilherme ao Brasil, readaptação e por um bom emprego.
  3. Pela família Scherrer - saúde e continuidade da adaptação, sobretudo das crianças.
  4. Pela saúde da Silvia e por proteção e cuidado de Deus sobre a Laura na China.
  5. Pela sequência dos estudos do Leo.
  6. Pelos colegas missionários na região: Luciano Azevedo (Moçambique), Rev. Romário Bandia e família (Angola) e Lígia Bordini (Moçambique).
  7. Por recursos para os estudos teológicos do presbítero Alex Nzomukonda.
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Contribuições para o trabalho do Rev. Gessé e Iolanda Rios poderão ser feitas
- Através da APMT usando o código de identificação 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14), nas seguintes contas:
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0; Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4; Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86;
Boleto bancário – Neste caso ligar para 011 3341 8339 solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

- Na conta pessoal:
Gessé Almeida Rios – CPF : 253.072.585-34

Banco do Brasil – Agência 8413-1; C/C: 14116-X ou Bradesco - Agência 0250-0; C/C: 52042-0

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

20 ANOS SE PASSARAM...

Estamos envolvidos com o trabalho missionário transcultural da IPB desde 1994 quando fomos recebidos pela APMT, então JME. Nessa caminhada, portanto, lá se vão 20 anos servindo em família. Nossos filhos cresceram com o famoso duplo sentido de cidadania, primeiro em relação a Moçambique depois, e por mais tempo, em relação à África do Sul, onde estudaram e se tornaram adultos. São os chamados Filhos da Terceria Cultura (TCK, sigla em inglês). 

Apesar das dificuldades e alguns percalços enfrentados no campo missionário, eles cresceram e amadureceram em meio e por meio de cada experiência que vivemos juntos.

Hoje os vejo como jovens capazes, com grande bagagem em termos de visão de mundo, resilientes, tolerantes às diferenças culturais e, acima de tudo, são homens tementes a Deus. São de fato, instrumentos dEle em nossas vidas e na vida de tantos outros com quem convivem.

Após alguns anos em Moçambique, depois no Brasil tratando de saúde e dando sequência aos estudos, chegamos na África do Sul, onde, entre os anos de 2002 e 2010 nos dedicamos inteiramente ao trabalho entre refugiados. Inicialmente nosso trabalho consistia basicamente de uma parceria com a Igreja Presbiteriana da Comunidade do Kenilworth (KCPC) visando evangelismo e discipulado de refugiados.

Para tanto, juntos criamos um Programa Cristão para Transformação Social (CSTEP) por meio do qual auxiliamos no amparo e instrução de refugiados na Cidade do Cabo. 
São os chamados refugiados de guerra ou migrantes econômicos que buscam viver temporáriamente na África do Sul em busca de melhores oportunidades de vida. Por meio desse projeto oferecemos auxílio prático para melhor se qualificarem e, desse modo, poderem competir no competitivo mercado de trabalho deste país. 

Isto porque entendemos que a igreja não pode fechar os olhos aos milhões de refugiados ao redor do mundo. Pelo contrário, ela precisa ver nesse ambiente sombrio a grande oportunidade que Deus está lhe dando de alcançar pessoas de diversas nações sem precisar nem mesmo cruzar fronteiras geográficas. Vejo esse momento acontecendo também no Brasil agora na medida em que recebe refugiados de geurra sírios e de outros países.

Precisamos enxergar as portas que Deus está abrindo através da situação de refúgio e passarmos a ver essa condição como uma enorme oportunidade que Deus está dando para a ação da igreja na história de homens e mulheres.
  

Cremos que, como igreja, fomos chamados ao exercício diário da missão de ser sal e luz, dedicando tempo e atenção àqueles que dependem de nossas atitudes de amor e misericórdia para visualizarem o grande amor de Deus que enviou Seu Filho unigênito a fim de que nEle sejamos salvos da condenação eterna.

Particularmente entendo que grupos refugiados são, estrategicamente falando, de grande importância para o alcance de povos não-alcançados reconhecidamente fechados ao Evangelho. Tudo o que precisamos fazer é viver o Evangelho entre eles! Sermos testemunhas entre eles em palavra e ação. Só assim o tempo de refúgio significará muito mais que apenas a sobrevivência ao terror, mas uma porta aberta para a vida plena em Cristo Jesus.


Paralelamente a este trabalho sempre acomapanhamos missionários da APMT/IPB, bem como de outras agências, em seu primeiro ano fora do Brasil no processo de aquisição da língua inglesa, antes de seguirem definitivamente para seus campos. Nesse processo, por aqui já passaram algumas dezenas de famílias missionárias que hoje atuam em diversos países da África, 
Ásia e Oriente Médio. 

Continuamos servindo na 
liderança da KCPC e no apoio a refugiados por meio do CSTEP, cuja responsabilidade atualmente recai sobre a missionária Silvia Octaviano, ao passo em que também nos encarregamos de receber e acompanhar nossos novos missionários no processo de aquisição da língua. 

Além destas atividades, desde 2011 estamos na responsabilidade de dirigir a Base da APMT para a região Austral da África, onde os desafios são muitos e as oportunidades são enormes. 


Portanto, conituamos contando com as suas orações para juntos desempenharmos o serviço missionário para o qual fomos chamados.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

COM QUEM VOCÊ SE ENCONTROU HOJE?

por Gessé A. Rios

Pode parecer bastante simplória a afirmação bíblica de que "Felipe encontrou Nataneal" (Jo. 1:45), mas na verdade ela expressa uma grande realidade a qual deve ser parte do contidiano das pessoas que professam a fé em Cristo Jesus.

No processo de escolher os doze apóstolos (enviados) Jesus chama Felipe. Ao que tudo indica, esse fato foi algo tão marcante na vida do jovem de Betsaida, que ele não se conteve e saiu a anunciar o grande achado. O texto nos diz logo em seguida que "Felipe encontrou Natanael". Esse "encontro" foi determinante na vida do incrédulo Natanael que, a princípio, não recebeu a notícia sobre o Messias com o mesmo entusiasmo de Felipe. 

Observamos pelo desenvolver da história que o encontro entre Felipe e Natanael é um encontro transformador. Creio que como filhos de Deus, nascidos de novo em Cristo, nosso encontro com as pessoas ao nosso redor precisam ser mais do que meras coincidências corriqueiras ou ocasionais. Precisam ser encontros que expressam a misericórdia e o amor de Deus em Cristo Jesus. Precisam ser encontros que promovem transformação. Encontros que levam a uma "conversa" exclarecedora com o Salvador.

Em Maio de 2005 encontrei o jovem Pedro Vicente, refugiado e cego. Aquele encontro foi transformador não apenas para a vida de Pedro, mas para a de muita gente, inclisive a minha própria vida. Depois de lhe apresentar Jesus e expor sobre a salvação que o Pai nos proporciona nEle, através da operação do Espírito Santo, Pedro se rendeu a Cristo. Naquele mesmo dia ele entregou sua vida ao Senhor e foi perdoado dos seus pecados. Assim mesmo! Foi algo instantâneo. Ele compreendeu, por meio da ação sobrenatural do Espírto de Deus, as verdades das Escrituras acerca da salvação pela graça e essa descoberta lhe foi tão contagiante que Pedro compartilhava com todos aqueles com os quais se deparava desde então.

Conheço várias pessoas que hoje estão seguindo o Caminho - Jesus - em virtude de um encontro com Pedro. Lembro-me que alguns meses depois de sua conversão ele trouxe alguém para me apresentar, a quem conheceu na rua e lhe falou do amor de Jesus. Resultado, algumas semanas depois estávamos, Pedro e eu, orando com Granville no momento em que ele se entregava a Cristo e O convidava para ser o seu Senhor e Salvador. Faz algum tempo que não me encontro com Pedro, mas sei que ele continua seguindo o Mestre e encontrado pessoas como resultado disso.


Granville e eu nos vemos regularmente, frequantamos a mesma igreja. E posso testemunhar de o quanto aquele encontro transformou sua vida. Esta semana estivemos juntos, oramos, estudamos a Palavra de Deus e, em meio às nossas conversas Granville expressou sua gratião a Deus por ter usado a vida e testemunho do Pedro para tirá-lo do "fundo do poço". 

Assim é, e assim deve ser. Mais do que um evento, evangelismo é uma questão de relacionamento, de "encontro". Isso pressupõe disposição para confiar na pessoa ao invés de termos como ponto de partida o desconfiar. Um encontro se dissipa quando há desconfiança, quando não se abra os braços e recebe o outro sem rotulá-lo. Neste sentido, um programa (evangelístico) pode ser um meio para se promover um encontro, mas não necessáriamente. Um encontro, porém, é sempre uma oportunidade para se promover o anúncio das Boas Novas de que Deus, em Cristo, salva um pecador como eu. 

Portanto, precisamos de mais encontros e menos programas. Que o nosso encontro diário com Jesus nos leve a "encontrar" pessoas sedentas da esperança que temos em Jesus, nosso Salvador.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

10 coisas que missionários não vão falar para você

por Adam Mosley
tradução: Gessé A. Rios


Ser missionário é um trabalho árduo. Todos sabem disso. Mas as coisas que nós consideramos como as partes difíceis – a falta de conforto da vida moderna, a exposição à doença, e coisas do tipo – são apenas a superfície das reais dificuldades da vida missionária. Muitas vezes são as coisas que deixamos de dizer são as que realmente começam a corroer a paixão e a alma de um missionário. Aqui estão apenas algumas dessas coisas...


1. Eles não têm tempo ou energia para escrever, mas... por você.

O QUE DIZEM
Você já leu o meu último boletim?

O QUE QUEREM DIZER
Newsletters, posts, atualizações do site - todos os "especialistas" me dizem que eu preciso enviar regularmente novos conteúdos para que assim você não se esqueça de mim. Mas aqui está a coisa... escrever é difícil, especialmente para aqueles que não são escritores naturais. Sabe o que mais é difícil? HTML, CSS, PHP, e um monte de outras coisas tech-nerd que você tem que aprender apenas para fazer um site decente ou para o futuro e-mail. Eu realmente quero te dizer o que está acontecendo, mas é difícil vir narrativas emocionantes, enquanto eu tenho um filho doente dormindo no meu colo. E se eu tiver que olhar para cima como codificar um link "mail to" mais uma vez, eu vou gritar!


2. FACEBOOK "Curtir" não pagam as contas.

O QUE DIZEM
Muito obrigado pelo incentivo!

O QUE QUEREM DIZER
Fico feliz que você gostou do meu status do Facebook, realmente feliz. A coisa é, quando eu digo que precisamos 1200 dólares até o final da semana para pagar as taxas escolares das crianças órfãs, eu estou falando de dólares mesmo e de uma necessidade real. Ao contrário dos rumores, Bill Gates não vai doar um dólar para cada Curtida. Essa parte é com você. Então, da próxima vez que você curte meu status e também considera o envio de alguns dólares como estou solicitando.


3. Eles pedem dinheiro, porque não têm escolha.

O QUE DIZEM
Eu estou confiando em Deus para prover e sou muito grato por nossos parceiros.

O QUE QUEREM DIZER
Antes que você pense estou um pouco chorona e faminta por dinheiro, você precisa saber que eu realmente detesto pedir dinheiro. Eu sempre detestei. E agora eu tenho que pedir quase o tempo todo. Mesmo quando eu não estou pedindo, eu estou pensando em pedir. Nunca há recursos suficientes para fazer todo o bem que eu estou tentando fazer, e eu vivo com uma sensação incômoda de que a única pessoa que eu não peço é quem teria feito o grande cheque. Então, quando eu pedir dinheiro, saiba que eu o faço com temor e tremor. 


4. Você nunca ouviu sobre seus piores dias.



O QUE DIZEM
Por favor, orem por mim. Tem sido uma semana desafiadora.

O QUE ELES QUEREM DIZER
As coisas aqui estão muito mal. Se eu lhe disser o que realmente está acontecendo, você vai querer vir me resgatar ou vai pensar que eu estou exagerando. Se você tivesse escutado algumas das coisas que eu disse em voz alta aqui, você iria até questionar a minha salvação. Se você soubesse alguns dos pensamentos que eu tenho chocalhado ao redor em minha cabeça, você iria questionar a minha sanidade mental. Às vezes, dias bons são difíceis de encontrar, mas eu não me atrevo a lhe contar os piores. Se eu o fiz, você provavelmente me diria para jogar a toalha.


5. Eles precisam de umas férias... mas não vão lhe contar...

O QUE DIZEM
Eu só preciso de um tempo de refrigério.

O QUE ELES QUEREM DIZER
Depois de 2 ou 3 anos de trabalho duro, a maioria das pessoas se sentem merecedores de um pouco de descanso. Levar a família para a praia. Visitar um parque temático, um parque nacional, ou um parque da cidade. Eu adoraria um período de férias, mas honestamente, eu me sinto culpado "mimando" a mim mesmo, ao invés de colocar todo o meu tempo e recursos para o ministério. Além disso, eu sei que algumas pessoas vão me julgar se minhas férias forem "muito boas." Se eu raspar e economizar centavos por 5 anos para que eu possa passar uma semana em uma ilha exótica, você nunca vai ouvir sobre isso, porque não consigo lidar com os comentários sarcásticos: "deve ter sido bom, hein", (vão dizer isso na minha cara), ou, "minhas doações pagaram as suas férias" (você vai pensar, talvez não vai falar audivelmente - pelo menos não para mim). Então, mantenho comigo mesmo algumas coisas grandiosas por medo de ser julgado.

6. Acolher equipes é um pesadelo.

O QUE DIZEM
Estou tão animado sobre a chegada do seu grupo!

O QUE ELES QUEREM DIZER
Deus abençoe seu coração. Você acha que está me fazendo um favor. Trinta pessoas aparecem na minha porta esperando que eu forneça transporte, alimentação, hospedagem, passeios, e uma quilométrica lista de serviços. Você está aqui para "ajudar". A verdade é a seguinte, as outras 51 semanas do ano afora conseguimos fazer muito bem o que precisa ser feito aqui. Isto é, exceto o tempo que passamos a nos dedicar no trabalho de logística para receber a sua equipe. Você vem e quer ajudar a construir uma cerca, quando eu posso contratar trabalhadores locais para construir uma com uma pequena fração do que você gastou para vir aqui. Eu aprecio o seu desejo de ajudar, e eu ainda por cima amo ter visitantes, mas considere o tamanho e as expectativas de seu grupo antes de planejar a sua viagem. Uma equipe de 3 ou 4 pessoas altamente qualificadas é muito mais valioso para o nosso ministério do que um bando de turistas de missão.


7. "IR PARA CASA" é uma trabalheira

O QUE DIZEM
É ótimo voltar para casa.

O QUE ELES QUEREM DIZER
Por favor, entenda; agora eu tenho duas casas. Quando estou em uma, eu estou longe da outra, e não há muita emoção envolvida nisso. Além disso, minha vida fica absolutamente louca quando eu vou "para casa." Eu tenho que ver parentes e amigos, visitar igrejas parceiras, e cuidar de inúmeras questões que surgiram com a minha saúde, meus dispositivos eletrônicos e minha papelada junto ao governo. Quer se trate de algumas semanas ou alguns meses, eu gasto meu tempo vivendo de malas e agitada de um compromisso para a próxima. É bom estar em casa? Claro. Mas quando eu entrar no avião para ir para a minha outra casa, vou dar um suspiro de alívio porque a vida está quase de volta ao "normal". 


8. É fácil colocar Deus em segundo plano

O QUE DIZEM
Eu não sou muito bom no cuidado próprio.

O QUE ELES QUEREM DIZER
Vamos ser honestos, eu não sou nenhum santo. Eu não sou mais espiritual do que você é. Eu não começo o meu dia com três horas de leitura devocional e oração. Eu normalmente apenas me levanto e começo a trabalhar. E há muito trabalho a ser feito. Na verdade, há tanta necessidade aqui que é muito fácil me tornar tão focado em fazer as coisas de Deus que eu perco de vista o próprio Deus. Ao seguir o meu chamado eu, de alguma forma, tenho me esquecido aquele que me chamou. A minha vida espiritual é quase inexistente, além do ocasional e desesperado grito de "Por que Deus?"


9. É difícil confiar nas pessoas

O QUE DIZEM
Eu estou procurando apenas alguns bons parceiros estratégicos.

O QUE ELES QUEREM DIZER
Existem boas pessoas aqui, realmente existem. Mas eu tenho visto o pior da humanidade em meu trabalho por aqui - em grande parte, de pessoas com quem trabalhei e em quem confiei​​. Outros missionários e pastores podem ser os piores. Justamente quando você pensa que conhece alguém, eles te apunhalam pelas costas, na frente, e ambos os lados. Cheguei ao ponto em simplesmente não confio em ninguém. Vivo na defensiva e não desarmo. Eu me recuso a ficar queimado novamente. Se isso significa que eu tenho que fazer tudo sozinho, então que assim seja. 


10. Eles são solitários.

O QUE DIZEM
Eu estou bem, apenas muito ocupado com o ministério.


O QUE ELES QUEREM DIZER
Tenho negligenciado meu relacionamento com Deus e desistido completamente das pessoas, estou abandonado sozinho. Eu odeio isso. Eu quero sair. Eu sonho sobre como seria minha vida, como se eu tivesse voltado para minha cidade natal, a minha antiga igreja e os meus velhos amigos. Eu poderia conseguir um emprego normal, ganhar um salário, com seguro médico e férias pagas. Eu poderia comprar e comer em lugares normais. Acima de tudo, eu poderia ter relacionamentos normais. Mas aqui? Eu estou sozinho. Eu não sei se há alguém como eu aqui e eu sei que ninguém volta para casa entende. Quero sentir querido, convidado e amado. Eu quero alguém para se dedicar em mim do jeito que eu estou me dedicando aos outros. 
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Sou prfundamente grato aos meus amigos missionários ao redor do mundo que me ajudaram a formular esta lista. Se você é um amigo, familiar ou apoiador de um missionário, por favor, compartilhe isso com eles para começar uma discussão de qualidade sobre estas questões. Para saber mais visite www.trinitykenya.com

Origem:

Como Consumidores Cristãos Arruinam Pastores e Trapaceiam a Missão de Deus

por Ed Stetzer 
tradução: Gessé A. Rios

Milhões de norte-americanos vivem à sombra de igrejas que se tornaram centros cristãos de consumo. Pastores são arruinados e a missão de Deus é trapaceada quando os consumidores desfrutam de produtos e serviços de sua igreja local. Em seu livro, Deus está de volta (título em inglês: God is Back), John Micklethwait e Adrian Wooldridge descreveram o estado da igreja americana como a "Disneyficação de Deus" ou "Cristianismo Lite - fé branda e higienizada - que é quase tão tetral quanto a maioria dos shoppings".

Os crentes que pensam como clientes contribuem para a inoperante igreja na América. Os danos vão muito além inaptidão em se engajar na missão de Deus. As incessantes exigências de uma congregação de consumo provoca danos irreparáveis naqueles que a lideram. Algumas das exigências dos consumidores são baseadas na percepção pastoral também. Pastores muitas vezes experimentam a ansiedade crônica, porque temem seu rebanho.

Robin Swift é a diretora dos Programas de Saúde da Iniciativa de Saúde do Clero na Duke Divinity School. Ela tem paticipado de uma extensa pesquisa da Escola de Divindade de Duke para entender o desafio de ser um pastor. Em recente entrevista para avaliação nacional de desempenho (NPR, sigla em inglês), Swift falou sobre realidades enfrentadas pelos pastores: "Os pastores, por causa de sua vocação, colocam todos os outros em primeiro lugar e têm difículdades em nominar suas necessidades de auto-cuidado. Eles, assim como os fuzileiros navais ou pessoal de unidades de emergência, têem alta expectativa sobre o desempenho uns dos outros".

Wayne Cordeiro, pastor fundador da New Hope Christian Fellowship em Honolulu - Havaí, experimentou incrível popularidade entre os líderes cristãos em todo o mundo. Seu sucesso é bem narrada através de milhares de participantes da New Hope por plantar mais de 100 igrejas na costa do Pacífico. No entanto, em seu livro Liderando no Vazio (inglês: Leading on Empty) ele foi transparente sobre seu quase colapso pessoal, apesar de seu sucesso:

"Eu estava correndo na amena noite da California. Num minuto eu estava correndo ao longo da calçada e no minuto seguinte eu já estava sentado no meio-fio chorando incontrolavelmente. Eu não conseguia parar, e eu não tinha idéia do que estava acontecendo comigo... Por mais de trinta anos, eu tinha investido minha vida no ministério cristão... Mas agora eu não certo se eu poderia continuar."

Tais situações fazem algém pensar se o dano (auto-infligido e o dos cristãos de consumo) é inevitável atualmente em uma profissão de cuidados como o pastorado. São os pastores destinados a serem vítimas da sua própria vocação? Em que sentido eles contribuem para a situação?

Eu acredito que a mentalidade nos bancos (ou cadeiras almofadadas) pode ter um outro fator contribuinte: a co-dependência pastoral.

O que é um co-dependente? É "vagamente definido como alguém que exibe demais, e muitas vezes inadequadamente, ao cuidar de pessoas que dependem dele ou dela" (Tirei isso da Wikipedia, porque você pode confiar em tudo lá.). O "co-dependente" é um lado de uma relação entre as pessoas mutuamente carentes.

Um pastor co-dependente precisa de uma congregação de necessitados. E nós temos muitos de ambos. Mas o saborear dos aplausos resultantes de ser o astro da igreja local, muitas vezes resulta em ansiedade quanto ao desempenho e desapontamento em uma igreja inoperante. É um ciclo vicioso, onde todos acabam decepcionados, inclusive Deus, eu acho.

O pastor que insiste em ser o foco do ministério local treina o corpo de Cristo para o pecado; crentes que exigem que todo o ministério de ser feito por "profissionais", leva o pastor ao pecado. Então, quem começou toda essa disfunção? Era ela a necessitada, congregação voltada para consumo? Ou era o pastor, com fome de significado? É difícil dizer. Mas para quebrar o ciclo, os causadores devem parar de ser a causa. Deus não pode receber a glória na igreja quando os pastores estão sempre na frente recebendo o crédito e fazendo as coisas que seus congregados consumistas deveria estar fazendo.

Precisamos entender o papel de cada um. Quando os pastores fazem para as pessoas o que Deus chamou o povo a fazer por si mesmos, todo mundo se machuca e para a missão de Deus é prejudicada. Deus projetou a igreja para atuar como o corpo de Cristo, e os corpos têm mais de uma parte. Aqui está como deveria ser: "Cada um administre aos outros o dom como recebeu, como bons despenseiors da multiforme graça de Deus" (1 Pedro 4:10). "Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for últil" (1 Coríntios 12: 7). A igreja é mais viva quando cada crente serve na missão de Deus, onde atribuído pelo Espírito.

Os fiéis devem disponibilizar os seus pastores para escapar da loucura, fazendo o que eles já deveriam está fazendo: cuidar um do outro. Philip Yancey abordou o problema quando disse: "Eu me questiono o quão mais eficaz seriam nossas igrejas se nós fizéssemos da saúde espiritual do pastor - e não da eficiência do pastor - a nossa prioridade número um."

Em última análise, a saúde espiritual do pastor não repousa apenas sobre os ombros da congregação, e sim, principalmente, sobre os ombros do próprio pastor. Eles devem se permitir liberar encargos indevidos e aprender a dizerem "não" quando necessário. Eles devem visitar seu médico para um check-up para obter uma opinião profissional sobre como estão fisica e emocionalmente. E acima de tudo os líderes da igreja devem continuar esta conversa com os colegas e liderança da igreja.

Estas são questões sérias em nossas comunidades de fé, se é que realmente acreditamos que Deus deseja trabalhar por meio de Sua igreja. Corremos o risco de implementar práticas pobres. A própria missão de Deus está em jogo.

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Além de co-dependência pastoral, como é que uma mentalidade consumista pode afetar igrejas? Na sua opinião, o que pode ser feito para travar esta tendência?
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Origem:
http://qideas.org/articles/how-christian-consumers-ruin-pastors-and-cheat-the-mission-of-god/?im=%252Fassets%252Fdist%252Fimg%252Fdefault-bg.jpg

sábado, 19 de julho de 2014

Notícias de Moçambique - Missionário Luciano Azevedo

Eleições na Igreja Presbiteriana de Moçambique


O primeiro semestre de 2014 foi marcado pelos preparativos para a reunião do Sínodo da IPM (equivalente ao nosso Supremo Concílio), quando se realizam eleições para compor as mesas que conduzirão a igreja nos próximos cinco anos! Temos acompanhado com alguma expectativa essas eleições e esperamos que a nova liderança continue comprometida com o fortalecimento da parceria existente com a IPB. Boa parte de nosso trabalho depende de uma boa harmonia nessa parceria! 

Finalmente, no dia 12/Julho, foram eleitos os novos membros do Sínodo da IPM (Mesa Diretora) e Conselho Sinodal (Mesa Executiva). O Rev. Ernesto Langa foi reeleito para Presidente do Sínodo e o Rev. Obede Baloi foi eleito como novo presidente do Conselho Sinodal. O Rev. Obede vinha exercendo a função de diretor da Escola de Teologia, o que significa que nos próximos dias conheceremos um novo diretor para nossa escola, uma vez que ele não poderá conciliar os dois cargos.

Continuem em oração, de forma que Deus continue a revelar aqueles a quem ele já tem escolhido para liderar os trabalhos nessa igreja. Não esqueçam de colocar em vossa agenda de oração os nomes dos pastores acima mencionados! Orem que Deus use esses novos líderes de forma poderosa desse país, de forma a glorificar Seu santo nome!

Curso de Evangelização na Igreja Pesb. da Matola

Uma das maiores necessidades na Igreja Presbiteriana de Moçambique, ao nível do trabalho nas igrejas locais, é quanto ao treinamento na área da evangelização. Há uma concepção errada por alguns de que evangelização consiste exclusivamente num programa da igreja! Para outros, o evangelismo foi reduzido à tarefa de visita aos enfermos (o que faz parte, claro, mas não só!).

Atendendo a uma solicitação da liderança da Igreja Presbiteriana da Matola, demos início a um treinamento para a Comissão de Evangelização. O treinamento inclui a capacitação para o evangelismo pessoal, mas o alvo principal é transmitir a visão bíblica da tarefa de evangelização como um pressuposto básico na vida cristã, mediante o testemunho em palavras e atitudes. Isso passa pela compreensão de que, como Igreja de Cristo, temos uma responsabilidade missionária de pregar a mensagem de salvação numa sociedade condenada e corrompida pelo pecado. 

Temos nos reunido semanalmente para esse estudo numa primeira fase e, posteriormente, passaremos a realizar visitas evangelísticas com os alunos para a aplicação prática do método de evangelização pessoal que estamos transmitindo. Orem para que Deus nos dê sabedoria e êxito nessa capacitação. Orem que Deus seja glorificado através do testemunho desses alunos. Na foto anterior, vemos uma reunião do Consistório local (Conselho) da I.P. da Matola, onde tenho colaborado e onde temos realizado essa capacitação. 

“Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em ti; porque ele confia em ti.” Isaías 26:3

Casa Koinonia

O último trimestre foi repleto de desafios quando ao trabalho junto à Casa Koinonia. Nossas irmãs Evangeline e Juanita, responsáveis pela Casa por anos, retornaram aos EUA pra um período de férias. Na verdade, as duas já se preparam para a aposentadoria (merecida) e, embora Evangeline ainda retorne a Moçambique em Julho, deverá ficar por um curto período. 

Só para recordar, a CK é uma associação que trabalha provendo acomodação para obreiros (missionários, pastores, grupos missionários de curto prazo, etc.) em transito por Maputo. Tenho feito parte da direção dessa associação, vivido e colaborado com esse ministério de forma paralela ao meu trabalho junto à IPM. De modo especial, tenho estado envolvido nesse momento de transição, em que novas pessoas deverão assumir a direção da CK até o início do próximo ano.

Tem sido um privilégio para mim viver aqui e contribuir com esse trabalho tão útil para a obra missionária nesse país. Normalmente, as pessoas conhecem a CK como “Oasis para missionários”, pois muitos se hospedam conosco para descanso também. Orem por esse ministério e por meu trabalho junto à CK. 

Expansão da Escola de Teologia do Khovo

Os irmãos já têm acompanhado em oração esse processo e sabem de nossa necessidade urgente por espaço para as aulas. Temos agora quase trinta alunos e o número só não pode aumentar por não contarmos com a infraestrutura mínima para acomodar mais alunos.

A APMT fez uma oferta para que contratássemos um engenheiro para elaboração de um projeto de expansão da escola. Esse projeto já está pronto e entregue (foto). Parece pouco, considerando que não contamos ainda com nenhum valor para a construção em si, mas creio ser um passo importante para que possamos contatar possíveis doadores com um projeto claro, que inclui estimativas de custo, daquilo que queremos fazer. No total, precisaremos de cerca de R$200.000,00 para a expansão da Escola de Teologia do Khovo.

O projeto inclui a construção de duas novas salas de aula, uma biblioteca, salas para secretaria e direção, além da renovação das duas salas e banheiros já existentes. Estamos esperando em Deus! A IPM é uma igreja relativamente grande, mas com tão poucos obreiros devidamente treinados! Conto com vossas orações para que esse projeto se concretize!

Escola de Teologia do Khovo

Continuamos pedindo  orações em favor de nossa pequena escola teológica.
A necessidade de treinamento dos anciãos e obreiros leigos em nossa igreja é imensa! Devido ao reduzido número de obreiros oficiais (pastores, evangelistas e instrutores) na IPM, o obreiro leigo ocupa uma posição de extrema importância no que diz respeito ao ensino da Bíblia ao nível das igrejas locais e congregações. Boa parte do trabalho de ensinar e pastorear o rebanho da IPM acaba por ficar a cargo desses obreiros em nossa igreja.

Na Escola de Teologia do Khovo temos as mais diversas profissões: médicos, enfermeiros, professores, policiais, juristas, faxineiros, vendedores, donas de casa, aposentados, etc. Além de fortalecerem o trabalho na igreja, nossos alunos estão também inseridos nos mais diversos setores da sociedade, onde encontram um campo vasto para a pregação do Evangelho!

Continuem orando por nossos alunos e por nosso desafio de desenvolver essa escola e, através dela, semear a semente do Evangelho em Moçambique.

Obrigado pelo fiel apoio para que nosso trabalho continue!

Luciano de Azevedo – Moçambique
(luciano@ipb.org.br).