quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

O Natal que Celebramos

No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:1, 14.

A jornalista Regina Teixeira publicou um artigo na Folha de São Paulo em 15/12/2013 no qual afirma que existem pessoas que não têm nenhum prazer na celebração do natal.

Segundo a psicologia não existe um termo clínico para definir esse sentimento negativo em relação à data, o que ela chama de "depressão de Natal". O fato é que as reclamações aumentam nesta época do ano. Ela cita o professor de psicologia da PUC-SP, Hélio Roberto Deliberador, que explica: "A sensibilidade das pessoas está à flor da pele e, por ser o final de um ciclo, é uma época em que se faz um balanço das expectativas e das relações". Segundo Adriana Rizzo, voluntária do CVV (Centro de Valorização da Vida, ONG que dá suporte emocional por telefone ou internet, muito procurada por potenciais suicidas), os atendimentos disparam entre 23/12 e 1/1.

Entre os exemplos de desaprovação apresentados pela jornalista estão a professora Adriana Bauer, 48, que não acha nenhuma graça na risada do Papai Noel e se sente mais angustiada nesta época. "Fica todo mundo louco para fazer compras, viajar, sair de férias", diz. "Quem não pensa nisso fica desconectado." O outro exemplo é o jornalista e músico Bruno Palma, 28, colocou sua percepção natalina na canção “Vem Janeiro” da seguinte forma: "Eu quero desaparecer/Eu quero adormecer/E acordar só no próximo ano/Eu não quero fingir/Não quero te deixar para baixo/Voltarei quando isso terminar", canta em inglês em "Come January".

E não é para menos. Quando a sociedade elimina o significado principal do Natal e se volta para o sentido pagão que deu origem à data de 25 de Dezembro como a data para a celebração cristã ocidental, não pode esperar outra coisa senão o vazio desesperador característico de uma vida sem Cristo. Confesso que também faria parte dessa estatística se não fosse Cristo em mim, “a esperança da Glória” (Col. 1:27). Pois sobraria apenas o consumismo, a lenda tola em torno do tal Papai Noel, etc.

Felizmente há outro sentido para o Natal. O Natal que celebramos não é o natal do culto ao consumo. Nem o natal mitológico do “bom velhinho” e suas renas distribuindo presentes para crianças boazinhas. 

O evangelho de João, capítulo 1 e verso 14 nos remete para outra realidade. Aponta para o motivo de nossa celebração natalina. Afirma claramente que o Verbo virou gestação e nasceu gente de carne e osso, sem pecado, para assumir a culpa pelo pecado da humanidade e, assim, salvar os escolhidos pelo Pai desde os tempos eternos. Existe algo maior no mundo que merece celebração com festejos, regozijo, júbilo de alegria? Creio que não.

Pensando nesta passagem das Escrituras, à luz da história da celebração cristã do Natal, podemos afirmar categoricamente que ao celebrarmos o Natal estamos celebrando A ESPERANÇA que temos e Cristo, a qual nada nem ninguém podem retirar de nós. Nenhuma outra afirmação poderia soar tão magnifico para esse mundo sem esperança, à beira do naufrágio e sem uma tábua de salvação na qual posse se agarrar, do que a extraórdinária revelação que “o verbo se fez carne”. O evangelista Mateus registra essa boa nova nas seguintes palavras: E, deixando Nazaré, foi habitar em Cafarnaum, cidade marítima, nos confins de Zebulom e Naftali; Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías, que diz: A terra de Zebulom, e a terra de Naftali, Junto ao caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia das nações; O povo, que estava assentado em trevas, viu uma grande luz; aos que estavam assentados na região e sombra da morte, a luz raiou. Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus (Mat. 4:13-17). O Verbo se fez carne e habitou entre nós, por isso celebramos o Natal.

Podemos afirmar também, que ao celebrar o Natal estamos celebrando A MAIS EVIDENTE MANIFESTAÇÃO DA GLÓRIA DE DEUS em nosso meio. Vimos a sua glória, somos testemunhas disso o que faz nos responsáveis por propagá-la entre todos os povos e raças. Vimos a sua glória em nossa própria existência e dela nos tornamos cúmplices. Somos chamados por Deus para anunciá-la a homens e mulheres, jovens e crianças, sem acepção de pessoa. Pois Ele habitou entre nós de forma gloriosa, cheio de majestade e poder. Fomos presenteados, o Criador habitando com Sua criatura. O ser mais sublime veio até nós, em nossa própria forma humana, e habitou entre nós pecadores. Que privilégio! Como não celebrar? O texto não deixa dúvidas, Ele habitou entre nós. Não se trata de uma passagem ou visita do divino, puro e santo, entre nós pecadores. Mas de fazer morada, algo permanente. Em João 14:18 o próprio Jesus, prestes a ser assunto aos céus, nos dá a garantia de sua contínua presença dizendo: não vos deixarei órfãos. Na grande comissão Ele reafirma esse compromisso: E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Oh bendita promessa que nos leva a cantar “Que segurança tenho em Jesus!” Ele, o resplendor da glória de Deus (Hb. 1:3), está conosco. EMANUEL = Deus conosco.

Podemos afirmar ainda que ao celebrar o Natal, estamos celebrando A SALVAÇÃO PELA GRAÇA. Sim, salvação da condenação eterna imposta pelo pecado. Outrora separados de Deus, agora não mais. Porque Ele veio e habitou entre nós e continua habitando na vida daqueles a quem Ele escolheu antes mesmo da criação para serem seus. Isto implica em relacionamento. O trágico episódio no Gênesis culminou com o total rompimento dessa relação especial que existia entre a raça humana, representada pelos nossos primeiros pais, e o seu Criador. Por meio de Cristo, o Verbo encarnado, a comunhão perdida é reatada de modo permanente. Ora, Deus não se relaciona com o impuro, imperfeito, pecador. Assim, para tornar possível reatar o relacionamento quebrado por causa da desobediência Ele, num gesto de graça, oferece seu único Filho que, em obediência se humilhou e assumiu a forma humana. O Verbo se fez carne. Pura e simplesmente um misericordioso ato da graça de Deus.


Portanto, ao celebrar o Natal estamos celebrando o nascimento ou encarnação de Cristo Jesus, o Messias prometido. Nossa celebração nos faz lembrar a grandiosa esperança que temos nEle. Celebramos Sua gloriosa permanente habitação conosco, porque eEle jamais nos deixará. Celebramos a salvação que Ele conquistou na cruz do Calvário para aqueles que o Pai Lhe deu antes da fundação do mundo. Assim, podemos dizer com todas as letras Feliz Natal!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Minhas impressões sobre Nelson Mandela

Nelson Holihlahla Mandela - 18/07/18 a 05/12/13
Não temos como esconder nossos sentimentos de tristeza e dor pela partida desse gigante estadista que viveu e morreu por uma causa, a dignidade do ser humano. Creio que todos que o conheceram ou tiveram a portunidade de acompanhar sua trajetória foram marcados por uma ou mais aspectos do seu caráter.

Sua HUMILDADE sempre me impressionou. O desapego ao poder (uma grande lição para os políticos desta geração), é um dos mostra um pouco de sua humildade. Como disse Rev. Jesse Jackson comentando sua morte na BBC World alguns minutos atrás, "se ele quisesse seu mandato teria acabado ontem, com sua morte". Num continente marcado por líderes com fome de poder, líderes que se apegam às suas posições a ponto de se tornarem destáveis ditadores, seu gesto de considerar sua contribuição dada e não aceitar um segundo mandato diz tudo. Ele mesmo fazia questão de salientar suas fraquezas, de se mostrar humano, pecador como todos os demais seres humanos.

Sua atitude de PERDÃO. Ele entendeu que sua luta não era um empreendimento pessoal, mas uma missão em prol do seu povo (de todas as coras e raças). Foi incompreendido até mesmo pela sua própria família imidiata (vide filme "Invictus"). Quando saiu da prisão e posteriormente assumiu o comando da nação, todos acreditavam em um banho de sangue. Os mais otimistas acreditavam que certas minorias seriam perseguidas, mas em nenhum momento ele alimentou alimentou tal sentimento no meio do seu povo, embora a expectativa de muitos fosse a de revanche. A criação Comissão de Reciliação e Justiça, que teve forte influência de posturas teológicas cristãs de homens como o bispo Desmond Tutu, foi a resposnta encontrada para lidar com o passado. Ele afirmava que o perdão liberta, primeiramente o perdoador, enquanto o ódio aprisiona. Creio que seu maior legado para a nação sul-africano e para o mundo foi a ênfase na reconciliação. É possível vivermos juntos apesar das nossas diferenças.

Sua atitude AMOROSA para com todos, em especial pelas crianças. Talvez o fato de ter sido encarcerado por quase 27 anos, privado de ver seus filhos cresceram, isso tenha contribuído para que ao sair da prisão tenha devotado sua vida em favor das crianças. Quando saiu da prisão uma das primeiras coisas que fez foi segurar uma criança nos braços. Ele mesmo disse que segurar um criança nos braços foi uma das coisas que mais sentiu falta em seus anos de prisão.

Particularmente creio que estes e outros aspectos de seu caráter tenha origem, em parte, em suas experiências como aluno interno nos etudos do primário e secundário na rigorosa escola missionária metodista. Ele mesmo nunca mencionou isso, mas imagino que tais valores intrincecamente cristãos fizeram parte do forjar de seu caráter.

Que seu legado continue a inspirar pessoas ao redor do mundo por um mundo melhor.
Uma explicação: Quando verem o povo cantando e dançando nas ruas enquanto sentem sua morte, isso significa que estão celebrando sua vida, seu legado.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

No Brasil

"Nenhum dos deuses é comparável a ti, Senhor, nenhum deles pode fazer o que tu fazes.
Todas as nações que tu formaste virão e te adorarão, Senhor, glorificarão o teu nome.
Pois tu és grande e realizas feitos maravilhosos; só tu és Deus!”
Salmo 86.8-10

Depois de quatro anos pisei novamente em solo brasileiro em meados de junho. Muita coisa diferente, turbulências sociais e manifestações de rua em nome de um futuro melhor, tomavam conta do país.  Demonstração de amadurecimento democrático e de mais consciência popular das responsabilidades políticas e sociais.


Deixei a África do Sul um mês antes do Leo e Philipe entrarem de férias nas faculdades, para ter mais tempo com minha mãe. Isto porque a partir de agosto temos uma agenda a cumprir a qual não possibilitaria um tempo maior com ela. Uma vez eles de férias, Iolanda pode vir também, deixando-os para trás. Apenas Guilherme veio com Iolanda. Conseguiu juntar suas economias para a passagem a fim de passar duas semanas e já retornou dia 29 de julho (fotos dele com primos).

Poucos dias antes de deixar a África do Sul tivemos a grata satisfação de receber uma delegação da CN-SAF, entre elas as irmãs Ana Maria e Eunice Silva (Presidente e Secretária Geral respectivamente), juntamente com o Executivo da APMT, Rev. Marcos Agripino. Foi bom ver o entusiasmo e participação daquelas irmãs em projetos missionários nesta região do continente africano. Como somos gratos a Deus pelo envolvimento das sociedades internas de nossa Igreja na tarefa de proclamar as Boas Novas.

Nossa saída temporária do campo na África não significa interrupção do trabalho na região. Nesse momento contamos com o apoio ainda maior de nossa competente colega Silvia Octaviano, responsável pelo projeto CSTEP na Cidade do Cabo. Núbia Oliveira está nos preparativos finais para deixar a África do Sul rumo à sua próxima etapa no projeto para a Ásia. Luciano Azevedo continua seu brilhante trabalho junto à Escola de Teologia do Khovo em Moçambique. Dra. Rosa Maria está progredindo bem no programa de aquisição da língua inglesa na Cidade do Cabo antes de seguir para o Nepal. Lígia Bordini, já bem adaptada à realidade moçambicana, segue firme realizando seu trabalho especialmente na área de ministério com crianças.


Estar com minha mãe foi uma experiência que não tem preço. Ela continua fazendo os exercícios diários para recuperar os movimentos do lado direito, o mais comprometido com o AVC.  Seu estado de saúde inspira cuidados, mas vem reagindo bem. Meus irmãos são bastante zelosos com relação à saúde dela, especialmente minha irmã Neuci que cuida de cada detalhe do dia-a-dia desde medicação, comida, administração da casa, etc. Louvo a Deus pelos meus irmãos e irmãs. A IPB de Mairi, sob a liderança do Rev. Ermilton Gonçalves, também tem sido um valioso instrumento de Deus na nossa vida. Somente posso agradecer ao Senhor pelo tempo maravilhoso de compartilhar e reencontros com irmãos e amigos da região. Embora façamos nosso trabalho sem esperar qualquer reconhecimento (a glória é de Deus somente) foi gratificante receber homenagem da Câmara de Vereadores da cidade em reconhecimento pelo trabalho que a APMT/IPB vem prestando em solo africano ao longo dos anos por nosso intermédio.

Cumprindo requerimentos da APMT/IPB dia 26/07 iniciamos nosso check-up médico no Hospital Presbiteriano Dr. Gordon (HPDG) em Rio Verde/GO e já passamos por vários médicos e exames. Fomos muito bem recebidos pelo hospital, em especial pela irmã Gildete e sua equipe. Agradecemos imensamente à APMT pela iniciativa da parceria com o HPDG, que nos possibilita desfrutar de hospedagem e acompanhamento nos procedimentos médicos e hospitalares. A partir de 03/08 iniciamos nossa agenda de visitas e contatos. Nos intervalos entre um compromisso e outro estaremos nos submetendo a mais procedimentos médicos em Rio Verde. Os próximos compromissos serão em Rio Verde/GO, Taubaté/SP, Garanhuns/PE, Jataí/GO, Dourados/MS, Penha/SP, Paracatu/MG, além outras regiões que ainda estamos vendo possibilidade de agendamento. Nosso contato, além do e-mail, é 041 64 8151 3790 (TIM).

Para agradecer:
  1. Pelo privilégio que tive de passar um mês ao lado de minha mãe
  2. Pela viagem tranquila da Iolanda e reencontro com familiares
  3. Pela proveitosa visita do Guilherme ao Brasil (planejando o futuro)
  4. Pela maravilhosa acolhida do Hospital Presbiteriano Dr. Gordon em Rio Verde – GO
  5. Pela nossa saúde
 Para interceder:
  1. Pelos nossos filhos (proteção, livramento, direção, estudos, etc)
  2. Por uma cirurgia reparatória que Iolanda terá que fazer
  3. Pelas viagens e compromissos no Brasil
  4. Pelo trabalho na África, em especial pela Silvia que tem assumido muitas responsabilidades
  5. Pelo Hospital Presbiteriano Dr. Gordon, Rio Verde – GO, para que haja mais envolvimento financeiro e em oração por parte do povo presbiteriano brasileiro a fim de que esse brilhante trabalho de mais de 70 anos, fruto da obra missionária, não seja interrompido.
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Contribuições para o trabalho do Rev. Gessé e Iolanda Rios poderão ser feitas sempre usando o código de identificação 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14), nas seguintes contas da APMT: 
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0; 
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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Notícias: Maio/Junho



O SENHOR aperfeiçoará o que me toca; a tua benignidade, ó SENHOR, dura para sempre; não desampares as obras das tuas mãos. – Salmo 138:8

Começamos nossa carta expressando nossa imensa gratidão a Deus pela Sua bondade que não tem fim. Temos a sensação que a cada ano os desafios aumentam, mas também temos a certeza de que o Senhor nos tem ajudado a enfrentá-los de maneira vitoriosa. Assim, em cada uma dessas pequenas e grandes vitórias temos a plena convicção de que é resultado da boa “mão” do Senhor sobre nós.

Da mesma maneira temos visto o cuidado do Senhor na vida de nossos colegas missionários da APMT atuando na região – região sob a coordenação da APMT/Base África Austral. Assim podemos nos alegrar com Luciano Azevedo pelo grande trabalho nas áreas de treinamento teológico, evangelismo e discipulado que Deus vem realizando em Maputo e região (Moçambique) por seu intermédio. De igual modo maravilhoso ministério que Ligia Bordini vem realizando na mesma região nas áreas de treinamento de professores e ministério com crianças.

A missionária Silvia Ocatviano deve retornar do Brasil no início de junho. Tem sido um tempo muito corrido para ela, mas bastante proveitoso. Além de reunião com APMT para avaliação de projeto e renovação de contrato, tem visitado igrejas parceiras, familiares e cuidado da saúde.

Núbia de Oliveira tem progredido bem no processo de aquisição da língua e deverá estar pronta para o
próximo passo em seu projeto. Provavelmente em agosto seguirá para um país da Ásia, seu campo alvo. Evânia também está concluindo seu tempo entre nós e em junho retornará ao seu campo na Ásia. Dra. Rosa Maria está se adaptando bem e já consegue se comunicar um pouco na língua. Sua interação com a equipe e nacionais é bastante encorajadora.

Na próxima semana saio para mais uma viagem. Desta vez a Luanda, Angola, a fim de visitar projeto de parceria entre APMT e IPA (Igreja Presbiteriana de Angola) e para dar um módulo no curso de teologia do Seminário Presbiteriano de Luanda entre os dias 13 e 20/05. Volto correndo para celebrar com a mulher da minha vida seu aniversário no dia 22/05.  Entre dias 22 e 29/09 estaremos recebendo nossa colega missionária psicóloga Verônica Farias, responsável pelo cuidado de missionários da APMT, que virá para encontros e acompanhamentos dos nossos missionários. Logo em seguida devo ir a Johanesburgo e Pretória para receber e acompanhar o Executivo da APMT, Rev. Marcos Agripino, e representação da Confederação Nacional das SAFs em intercambio com irmãs da Reformed Church of South Africa (die Gereformeerde Kerk Waterkloofrand, Pretoria) – Igreja Reformada da África do Sul.

Entre as muitas alegrias que o Senhor nos deu nos últimos dias presenciamos a decisão da Alvere (do Burundi), nossa “filha” na fé, de oferecer seus três filhos a Deus pelo batismo no último Domingo.

No âmbito da família temos desfrutado de forma ainda mais intensa da bondade e cuidado do Senhor. Nas últimas três semanas Leo teve uma experiência difícil na área da saúde. Mas graças a Deus tem sido medicado e, depois de alguns dias internado, já está recuperando bem. Perdeu uma semana de aulas, mas está conseguido fazer os trabalhos, testes e exames. Philipe segue nos estudos e, como sempre, se realizando por meio da criatividade que aflora em desenhos cada vez mais complexos. Sua arte nos impressiona! Guilherme esse ano apenas trabalha. Muito dedicado no que faz, parece gozar de confiança e respeito dos colegas. Louvamos a Deus por sua dedicação e exemplo de caráter. Com o que ganha faz suas despesas pessoais, paga seu carrinho, ajuda-nos a pagar o aluguel e outras despesas, e vem economizando para pagar sua própria viagem ao Brasil agora em Julho.

Iolanda e eu planejamos ir ao Brasil, eu junho e ela em julho com Guilherme. Philipe e Leo não poderão ir agora por falta de recursos financeiros, além do que, as férias de julho são curtas. Pretendo passar alguns dias com minha mãe (76 anos) que recentemente sofreu um segundo AVC. A partir de agosto faremos de check up médico, visitaremos igrejas envolvidas no projeto e participaremos de reunião com APMT. O nosso maior desafio nesse momento é de ordem financeira. Além dos gastos com passagens (R$ 8.860,00) e alimentação no Brasil, teremos contas a pagar aqui na África do Sul (aluguel, plano de saúde, faculdades e manutenção dos meninos, etc.). Se você ou sua igreja deseja nos ajudar especificamente nestas questões pode fazê-lo por meio das informações bancárias no final desta carta.

Contamos com suas orações:
1.    Louve a Deus conosco pela Sua eterna bondade.
2.    Ore pelos nossos irmãos e colegas Luciano, Silvia, Ligía, Evânia, Núbia e Rosa Maria – seus projetos e futuros passos.
3.    Ore pelas próximas viagens e trabalhos a realizar, em especial os recursos financeiros, livramento e proteção do Senhor.
4.    Interceda pelos nossos filhos e agradeça a Deus conosco por suas vidas preciosas.

Em Cristo, nossa maior alegria
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)
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terça-feira, 26 de março de 2013

Notícias



Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais; e o mensageiro da aliança, a quem vós desejais, eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos.” – Mal. 3:1

Quanta esperança e alegria esse texto transmite! Esperança para os que ainda não sabem dessa Boa Notícia e alegria para aqueles que a receberam. Afinal o Messias, e Redentor, já veio e está entre nós. Assim, em Cristo o Pai faz novas todas a cosias, por meio do Espírito Santo. E que maravilhoso privilégio temos nós de seremos porta-vozes desta Boa Notícia!

Começamos o ano ainda me recuperando da cirurgia que, graças a Deus, vai indo bem.
Ainda não estou totalmente recuperado, mas já me movimento melhor. Sem muletas, sem gesso ou bota especial e já voltei a dirigir. Ainda sinto um pouco de dores, dependendo do movimento. No final do dia a perna sempre está um pouco mais inchada. Mas o médico disse que é normal, dentro de 6 meses vou me sentir bem melhor. Sou muito grato por suas orações e a Deus pelo imenso cuidado.

Nossos filhos estão bem! Continuam enchendo nosso coração de alegria e “orgulho”. Leonardo retornou a Stellenbosch para o segundo ano de Microbiologia ou Biologia Molecular. Philipe também está de volta aos estudos para seu segundo ano de Animação. Foi muito bom tê-los em casa mais tempo conosco. Principalmente porque me encontrava em absoluto repouso recuperando da cirurgia. Assim nos ajudarem em tudo que precisávamos. Guilherme tem trabalhado muito e, às vezes, chega em casa só depois da meia noite. Apenas nas Quintas-feiras faz questão de sair mais cedo pra participar do ensaio da igreja.

Embora não estejam diretamente ligados à nossa área de ação no continente, nosso coração continua entristecido pelas condições em que se encontram nossos irmãos colegas José Dilson e Zeneide, presos injustamente no Senegal. E mais recentemente sofremos com os nossos irmãos, amigos e colegas Milton Cesar e Norval Silva pala morte de seu querido pai. O fato é que não entendemos todas as coisas, restando-nos apenas descansar nas ternas consolações do Espírito.

Aqui o trabalho segue seu curso. Na segunda semana de janeiro realizamos a primeira EBF e as crianças amaram. Sob a brilhante iniciativa e eficiente direção da missionária Silvia Octaviano. A igreja, por meio do C-Step, deseja começar ainda esse ano um trabalho de reforço escolar para crianças de famílias refugiadas. Neste programa incluiremos, além do ensino bíblico, aulas de música, computação, artes, etc. Esse ministério hoje está mais a cargo da missionária Silvia Octaviano, nossa colega de trabalho aqui em Cape Town, uma vez que preciso me dedicar mais ao acompanhamento de missionários no aprendizado do inglês, visitas a colegas e projetos em andamento em outros países da região, assim como contatos visando abertura de novos campos de trabalho.

Recebemos a missionária Evânia que atua na Ásia e veio à Cidade do Cabo para acompanhamento em tratamento. Passou uma cirurgia e já se encontra bem melhor. Deve retornar a seu campo no meio do ano. A missionária Núbia tem evoluído bastante no seu processo da aquisição do inglês. Nesses dias estaremos recebendo nossa colega Rosa Maria que virá para o mesmo fim. Louvamos a Deus pelo bom andamento dos trabalhos desenvolvidos em Moçambique pelo missionário Luciano e Lígia. Ambos atuando na área de treinamento bíblico para lideranças.

Neste semestre pretendo ir a Angola e Moçambique a fim de visitar colegas e lecionar um ou dois módulos em cursos de teologia da Igreja Presbiteriana daqueles países. O plano de realizarmos o primeiro retiro missionário da APMT Base África Austral continua de pé, mesmo diante das dificuldades em acharmos uma data em que possamos nos reunir. Em agosto retornamos ao Brasil por três meses, conforme nosso cronograma do projeto e decisão de liderança da missão (APMT/IPB). Será uma ocasião para visitar familiares (Bahia e Goiás), reunir com a missão, fazer check-up médico e visitar a algumas igrejas parceiras no projeto.

Suas orações são indispensáveis:
1.     Agradecendo pelos nossos filhos e intercedendo pelos estudos (recursos financeiros para quitarmos a anuidade).
2.     Intercedendo pelos nossos irmãos em cadeias (José Dilson e Zeneide) e pela perda na vida de Norval e Milton.
3.     Pelas viagens e trabalhos em Angola e Moçambique.
4.     Pela viagem ao Brasil (recursos financeiros para as passagens e agenda a cumprir).
5.     Agradecer pela cirurgia da missionária Evânia e interceder pelo tratamento a ser feito e recuperação.
6.     Pelos irmãos missionários atuando no campo na região e os que estão de passagem para aquisição da língua inglesa.

Contribuições para o trabalho do Rev. Gessé e Iolanda Rios poderão ser feitas sempre usando o código de identificação 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14), nas seguintes contas da APMT: Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0; 
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

AS OVELHAS DISPERSAS DO REBANHO

Tenho outras ovelhas que não estão neste curral” - Jo. 10:16 (BNTLH)

by Rev. Gessé Almeida Rios

 

No capítulo 10 de João Jesus se apresenta como o bom pastor, o pastor que cuida do bem estar do seu rebanho, os seus escolhidos. Fazendo uso de uma parábola procura contrastar sua postura, como pastor, com a postura dominante entre os líderes religiosos de seus dias. Ao afirmar que aquele que não entra pela porta, mas “pula o muro”, esse é “ladrão e bandido” (10:1), estabelece claramente a diferença entre seu ministério e o oportunismo religioso dos aproveitadores que conduziam os rumos religiosos da nação de Israel. Obviamente eles não entenderam do que se tratava (10:6).

Em seguida ele se apresenta como a porta pela qual as ovelhas entram e saem do curral, em busca de abrigo, proteção, alimento (10:9). Deferentemente do mercenário, que não é pastor, Ele afirma que não apenas é pastor, mas “o bom pastor”. O bom pastor conhece suas ovelhas, é por elas reconhecido, guia, orienta e dá vida por elas (10:11-15). O falso pastor, que é apresentado por Jesus aqui como ladrão e salteador, leva à morte e destruição porque foge diante do perigo (10:11, 13).

Ao declarar que possui “outras ovelhas que não estão neste curral”, Jesus escandaliza Israel e estabelece os limites de sua missão. Ou seja, sua missão não consistia apenas em arrebanhar os dispersos da casa de Israel, mas também chamar à salvação os eleitos entre os gentios. Em outras palavras, veio para restabelecer a missão original dada por Deus à nação de Israel – a missão de ser testemunha dos grandes feitos de Deus entre todos os povos.

Embora aguardassem o Messias estavam entorpecidos com sua demência religiosa, da qual precisavam acordar para perceber que o Cristo trazia mis que dogmas, pois nEla havia vida plena e abundante. Seus sinais miraculosos e os sábios ensinamentos visavam exatamente isso, acordar “as ovelhas deste curral” para a realidade presente do tão aguardado Messias e proclamar esperança à “outras ovelhas que não estão neste curral”.

Ele vai além e, de maneira explicita, assume que seu pastoreio não se limita à casa de Israel quando declara abertamente: “Tenho outras ovelhas que não estão neste curral” (v.16). Naturalmente se referindo aos gentios que agora são inclusos no rebanho sob os cuidados de um só pastor. O pastor que literalmente deu a vida pelas suas ovelhas – judeus e gentios.

A meu ver, principal implicação missiológica desse texto para a igreja é que ela tem em suas mãos a nobre tarefa de buscar as ovelhas que ainda “não estão neste curral”. E se, por um lado, esta é uma tarefa nobre por outro, ela é de proporções gigantescas. A conclusão a que chegamos é que, de fato, precisamos continuar clamando “ao Senhor da seara que mande mais ceifeiros para a Sua seara” (Mt.9:38).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

As Aventuras de Pi

by Rev. G. A. Rios

Ontem fui com minha família e amigos assistir o filme As Aventuras de Pi (Life of Pi).

Foto: Propriedade de Life of Pi
Confesso que gostei muito, embora se trate de uma apologia ao sincretismo religioso da Nova Era. Na verdade fiquei supreendido com a história e a excelente fotografia.

Achei relevante a discussão sobre a importância de manter vivos os valores espirituais que dão sustentação e significado à vida em nossa sociedade, entre outros a fé, a tolerância e o amor, os quais são claramente apresentados no filme.

Porém, como seguidor dos ensinamentos de Cristo, não dá para engolir a apologia ao "deus genérico", conceito apresentado por Eugene Peterson em um de seus livros, o que me parece ser o foco central do filme. Claro, temos que dar o desconto. O filme não tem como objetivo apresentar apenas a cosmovisão cristã, pois assim perderia seu propósito, e sim defender a possibilidade da convivência pacífica entre as diversas religiões mundiais.

Imagens são de propriedade do filme
Foto: Propriedade de Life of Pi
Num dado momento, ao comentar sobre o impacto que o amor sacrificial de Jesus trouxe sobre sua mente, ele diz: "Eu não poderia tirá-Lo da minha cabeça. E inda não posso. Passei três dias inteiros pensando sobre Ele. Quanto mais Ele me incomodava, menos eu podia esquecê-Lo. E quanto mais eu aprendia sobre Ele, menos eu queria deixá-Lo."

Assim, deixou claro que o que mais o impressiona no ensino do cristianismo é o AMOR sacrifical de Deus, capaz de entregar Seu único filho para morrer no lugar de pecadores. Sai do cinema pensando sobre o impacto da fé cristã no mundo se nós cristãos fôssemos mais empenhados em praticá-la como fomos ensinados pelo nosso Salvador, Cristo Jesus. Segundo ele, isso parece irracional e inconcebível, é matéria de fé.

Achei interessante como matéria para discussão e até como ponto de partida para um diálogo interreligioso. Por outro lado, pode facilmente ser usado como ponte para uma abordagem evangelístca.

"E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre." - Apocalipse 5:13