sábado, 3 de novembro de 2012

ACIDENTES ACONTECEM

A vida é mesmo cheia de surpresas. Algumas agradáveis outras, nem tanto. Recentemente experimentei algo nada fácil. Fazia quase dois meses que não praticava alguma atividade física e decidi recomeçar organizando uma hora de futsal com alguns amigos na Cidade do Cabo. Por outro lado, fazia alguns anos que não jogava bola e por razões óbvias. Primeiro porque aqui não se pratica tanto, raramente encontramos um local adequado, seguindo porque nunca fui bom nisso. Quem me conhece bem sabe do que estou falando.

O fato é que no último dia 21 de outubro decidi ter esse momento com alguns amigos, entre eles Prs. Gabriel Camara e Cleber Balaniúc, Missionário Gustavo Hellwig e os estudantes Stanley Casta e Pedro Del Bianco. Tudo ia muito bem até por volta dos 40 min. Num dado momento enquanto corria ouvi um estalo na parte posterior de minha perna direita. A princípio pensei que teria levado um chute por traz, mas logo percebi que não havia ninguém tão próximo. Imediatamente senti uma forte dor e perdi o equilíbrio.

Resultado, saí dali carregado pelos amigos que me levaram diretamente ao pronto socorro. Diagnóstico, rompimento do tendão de Aquiles. Depois de atendido fui liberado para marcar com especialista no decorrer da semana. No entanto aquela noite prometia ser muito longa. Ao voltar pra casa comecei a sentir uma dor forte e constante no lado esquerdo do peito. Tentei segurar a noite toda uma vez que teria que procurar médico no dia seguinte de qualquer forma. A dor só foi aumentando e às oito da manhã comecei a sentir dormência e câimbras do abdômen até a cabeça. Com a situação se complicando, acionamos nosso amigo Pr. Gabriel que prontamente nos conduziu à emergência do Christian Bernard Memorial Hospital onde fiquei internado por dez dias.

Graças a Deus nos examens preliminares descartou-se a possibilidade de ataque cardíaco. Foi quando Iolanda lembrou aos médicos que já tive problemas com baixa de potássio. Ao checarem o nível, descobriram que o mesmo estava muito baixo e logo começaram a reposição no soro e via oral. Precisava operar para costurar o rompimento do tendão, mas não podia ser submetido a um cirurgia com um nível tão baixo. Porém, seis dias depois de internado o potássio já havia subido para 3.3, abaixo do mínimo que de 3.5, mas o suficiente para que a cirurgia acontecesse com sucesso no nono dia de internação.

Agora estou em casa recuperando. Serão seis semanas sem poder firmar o pé direito no chão. Nas duas primeiras semanas devo ficar com o pé para cima na maior parte do tempo. Depois de três semanas volto ao especialista para uma avaliação. Quanto ao potássio preciso tomar diaramente de agora em diante. De acordo com o médico que tem me acompanhado na questão do potássio, eu corria sérios riscos sem saber e, provavelmente, há vários anos. O episódio com o rompimento do tendão apenas ajudou a fazermos a descoberta da necessidade de tratamento.

Tenho vários motivos de agradecimentos a Deus: 1. Pela vida da Iolanda que de forma amorosa e abnegada cuidou de mim nesses dias; 2. Pelos filhos se reversando para estarem comigo, ajudando nas compras e no dia-a-dia de casa; 3. Pelos irmãos e amigos que me socorreram; 4. Pela nossa colega Silvia Octaviano que tem andado uma extra milha para ajudar Iolanda e cuidar do trabalho; 5. Pelo cuidado e sabedoria dos médicos e pela atenção e carinho das enfermeiras; 6. Pelas visitas, mensagens, apoio, solidariedade e orações de irmãos e amigos de perto e de longe.

Um comentário:

Gustavo Hellwig Jr disse...

Amigo e irmão. O Senhor sempre sabe de todas as coisas, por isso glórias a Ele em tudo, pois no seu caso, era o potásio que o Senhor precisava lhe alertar, e somente levando você para o hospital você saber.
Não desanime, seja forte e corajoso que nem Josué, pois o melhor de Deus ainda virá.
Um grande abraço.