domingo, 11 de novembro de 2012

Vivendo sem limites

Estabelecer limites em nossa vida é algo importante e necessário. Nossos filhos, por exemplo, precisam de limites claros e bem estabelecidos para que crescam física emocionalmente saudáveis. No entanto, podemos correr o risco de limitar demasiadamente nossas próprias capacidades impedindo, desse modo, de superarmos os desafios que a vida nos apresenta. 
Esses desafios se tornam mais acentuados quando sofremos de algum impedimento físico ou emocional. Talvez você vem acompanhando nosso trabalho ao longo dos anos, portanto, é familiar à histório do jovem cego angolano Pedro Vicente que foi alcançado por Cristo por meio do nosso ministério na Cidade do Cabo. Hoje Pedro é casado e pai de um lindo menino.

Sua cegueira parcial a partir dos 5 anos de idade e total desde os 19 anos nunca lhe serviu de obstáculo para enfrentar desafios e de se lançar em novas experiências. Fez vários cursos, entre eles o de reflexologia, profissão com a qual ajuda a sustentar sua família. Fala fluentemente ingês e português, além de comunicação básica em xhosa e francês.

Pedro sempre teve muito interesse por esportes e até pratica alguns. Depois de alguns anos treinando equitação foi selecionado pelo comitê Paraolímpico de Angola para representar seu país nos jogos do Rio de Janeiro em 2016. Como é de sua natureza, não se deixou vencer pelas suas limitações. Pelo contrário, mesmo sabendo que isso implica em muitas mudanças em sua vida e de sua família, abraçou o desafio e agora conta com o nosso apoio para que possa exaltar o nome de Jesus também por meio do esporte.

Sendo assim, convido você para participar comigo nesta etapa da vida do nosso irmão Pedro Vicente orando pelos seguintes motivos:

1. Por sua vida e de sua família que em breve deverá mudar para o Brasil a fim de viver e treinar em nosso país até o período da competição;
2. Para que Pedro continue sendo "sal da terra e luz do mundo" por onde quer que andar, independente dos limites, conquistas ou derrotas;
3. Por um treinador brasileiro com currículo de nível Olímpico que possa acompanhar seu progresso até o perído das competições. De acordo com as informações que tenho, esse treinador será contratado pelo Comitê Paraolímpico de Angola. 

Se você puder nos ajudar nesse assunto ficaremos imensamente gratos. Basta entrar em contato conosco e lhe daremos mais detalhes.  

sábado, 3 de novembro de 2012

ACIDENTES ACONTECEM

A vida é mesmo cheia de surpresas. Algumas agradáveis outras, nem tanto. Recentemente experimentei algo nada fácil. Fazia quase dois meses que não praticava alguma atividade física e decidi recomeçar organizando uma hora de futsal com alguns amigos na Cidade do Cabo. Por outro lado, fazia alguns anos que não jogava bola e por razões óbvias. Primeiro porque aqui não se pratica tanto, raramente encontramos um local adequado, seguindo porque nunca fui bom nisso. Quem me conhece bem sabe do que estou falando.

O fato é que no último dia 21 de outubro decidi ter esse momento com alguns amigos, entre eles Prs. Gabriel Camara e Cleber Balaniúc, Missionário Gustavo Hellwig e os estudantes Stanley Casta e Pedro Del Bianco. Tudo ia muito bem até por volta dos 40 min. Num dado momento enquanto corria ouvi um estalo na parte posterior de minha perna direita. A princípio pensei que teria levado um chute por traz, mas logo percebi que não havia ninguém tão próximo. Imediatamente senti uma forte dor e perdi o equilíbrio.

Resultado, saí dali carregado pelos amigos que me levaram diretamente ao pronto socorro. Diagnóstico, rompimento do tendão de Aquiles. Depois de atendido fui liberado para marcar com especialista no decorrer da semana. No entanto aquela noite prometia ser muito longa. Ao voltar pra casa comecei a sentir uma dor forte e constante no lado esquerdo do peito. Tentei segurar a noite toda uma vez que teria que procurar médico no dia seguinte de qualquer forma. A dor só foi aumentando e às oito da manhã comecei a sentir dormência e câimbras do abdômen até a cabeça. Com a situação se complicando, acionamos nosso amigo Pr. Gabriel que prontamente nos conduziu à emergência do Christian Bernard Memorial Hospital onde fiquei internado por dez dias.

Graças a Deus nos examens preliminares descartou-se a possibilidade de ataque cardíaco. Foi quando Iolanda lembrou aos médicos que já tive problemas com baixa de potássio. Ao checarem o nível, descobriram que o mesmo estava muito baixo e logo começaram a reposição no soro e via oral. Precisava operar para costurar o rompimento do tendão, mas não podia ser submetido a um cirurgia com um nível tão baixo. Porém, seis dias depois de internado o potássio já havia subido para 3.3, abaixo do mínimo que de 3.5, mas o suficiente para que a cirurgia acontecesse com sucesso no nono dia de internação.

Agora estou em casa recuperando. Serão seis semanas sem poder firmar o pé direito no chão. Nas duas primeiras semanas devo ficar com o pé para cima na maior parte do tempo. Depois de três semanas volto ao especialista para uma avaliação. Quanto ao potássio preciso tomar diaramente de agora em diante. De acordo com o médico que tem me acompanhado na questão do potássio, eu corria sérios riscos sem saber e, provavelmente, há vários anos. O episódio com o rompimento do tendão apenas ajudou a fazermos a descoberta da necessidade de tratamento.

Tenho vários motivos de agradecimentos a Deus: 1. Pela vida da Iolanda que de forma amorosa e abnegada cuidou de mim nesses dias; 2. Pelos filhos se reversando para estarem comigo, ajudando nas compras e no dia-a-dia de casa; 3. Pelos irmãos e amigos que me socorreram; 4. Pela nossa colega Silvia Octaviano que tem andado uma extra milha para ajudar Iolanda e cuidar do trabalho; 5. Pelo cuidado e sabedoria dos médicos e pela atenção e carinho das enfermeiras; 6. Pelas visitas, mensagens, apoio, solidariedade e orações de irmãos e amigos de perto e de longe.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OPORTUNIDADES



E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. (Atos 8:1b)

Na perspectiva missiológica o texto acima chama nossa atenção para as adversidades na vida do crente como oportunidades para o agir de Deus.

Lanchinho na chegada
E por falar em oportunidades, no início de outubro tivemos a honrosa visita dos Revs. Obedes Jr e Marcos Agripino (Presidente e Executivo da APMT, respectivamente) trazendo encorajamento e novos desafios para o trabalho na região Austral da África. Depois de alguns dias de reuniões com nossa família e as missionárias Sílvia Octaviano, Evânia Maia e Núbia Oliveira, reunimo-nos também com escola de inglês (SALA) e  o Conselho da Igreja Presbiteriana do Kenilworth (KCPC) para juntos explorarmos novas oportunidades de trabalho nestas parcerias.

De Cape Town nossos irmãos seguiram para Maputo (Moçambique) onde se reuniram com nossos colegas missionários Luciano Azevedo e Lígia Bordini que atuam naquela cidade na parceria entre APMT e Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM). Certamente outras oportunidades surgiram e desafios foram lançados visando a continuidade do trabalho naquela região, cujos frutos serão conhecidos no kairos, tempo de Deus.

Reuniões com líderes da GKSA
Em seus últimos dias entre nós tivemos a oportunidade de trabalharmos juntos por alguns dias em Pretória e cidades circunvizinhas, onde aconteceram excelentes encontros com irmãos da Igreja Reformada da África do Sul (GKSA/RCSA) que nos solicitaram ajuda para trabalhos em andamentos no norte de Moçambique e em Angola. Após várias reuniões com departamento de Teologia da North West University em Potchefstroom, Igrejas Reformadas da África do Sul em Pretória e Mukhanyo Theological College em KwaMhlanga, ficou decidido caminharmos para a assinatura de uma carta de intenções para cooperação missionária em algumas áreas, sobretudo na questão do treinamento pastoral e formação teológica. Novamente a palavra que melhor resume tudo que experimentos naqueles dias é: “oportunidade”. Oportunidades que estão sendo consideradas em oração pela nossa APMT.

Após reunião com SALA
Em todas as conversas e reuniões que tivemos, o que mais me chamou a atenção foi a desproporcionalidade entre a imensidão dos campos já prontos para a ceifa e o número de ceifeiros para a tarefa. É impossível aos poucos obreiros sozinhos aproveitarem tantas oportunidades. Além destas portas que se abrem, temos um convite da Igreja Presbiteriana do Malawi para nos juntarmos a eles em diversas frentes de trabalho. Algo que estaremos explorando à medida que aguardamos mais obreiros para a seara.

Família
Thumpper
Nós e nossos filhos estamos bem pela graça de Deus. Leonardo em Stellenbosch estudando muito, vindo para casa somente nos fins de semana e período de férias. Philipe mora conosco, mas passa todo o dia na faculdade onde conta com recursos tecnológicos para desenvolver suas habilidades artísticas. Sai sempre cedo de casa e muitas vezes só retorna depois das nove da noite. Guilherme vai bem de saúde e no trabalho. Suas responsabilidades na empresa aumentaram e ele continua firme. Seu grande passa tempo no momento é cuidar de um coelhinho que ganhou de um amigo.

Quanto aos dois que ainda estudam estamos buscando o apoio de amigos e irmãos que desejam participar da bolsa de estudos deles a fim de que tenhamos como ajudá-los a continuarem sua formação acadêmica em 2013. Para esse ano contamos com a ajuda de alguns familiares e amigos que se dispuseram a cooperar com a “Bolsa” de estudos. Embora não sido suficiente para cobrir os 60% que o nosso sustento mensal não nos permite cobrir, tem sido uma valiosa ajuda.

Iolanda e eu bastante ocupados com a lida diária de ministério. Em Setembro decidimos voltar às aulas de inglês para um programa de cinco semanas a fim de tentar corrigir alguns “buracos na língua”, como se diz por aqui. Na verdade nossa experiência com o estudo do inglês em sala de aula até o presente é quase inexistente. Quando fomos aos Estados Unidos (1995) tínhamos a promessa de que estudaríamos inglês, mas isso na prática não aconteceu, com exceção de três aulas. Não convém citar os motivos aqui. Chegando à África do Sul frequentamos sala de aula por pouquíssimo tempo, por questões financeiras. Nossa prioridade era a educação dos filhos. Ela continua estudando firme. Quanto à saúde, o tratamento tem apresentado excelentes resultados. Apesar de ainda ter dificuldades em relação ao sono, seu estado emocional e níveis de energia melhoraram bastante. Louvamos a Deus por isto!

Motivos de agradecimento
  • Pela visita dos nossos líderes – pelas conversas, amizade, orientações e comunhão.
  • Pelos estudos do Leo e Philipe – pelo destaque que têm sido não apenas nas questões acadêmicas, mas acima de tudo no testemunho cristão.
  • Pelas portas abertas para nosso trabalho e excelentes oportunidades para o futuro em campos missionários da região.
  • Pelas reuniões bastante produtivas em Pretoria com a Igreja Reformada da África do Sul.

Motivos de oração
  • Pela viagem programada para Luanda no início de novembro.
  • Pelo módulo que estarei ministrando no Seminário Presbiteriano de Luanda.
  • Pelos nossos vistos. Continuamos na espera da resposta do Departamento de Assuntos Internos.
  • Pela Igreja Presbiteriana do Kenilworth (KCPC), por mais pessoas em condições e dispostas a assumirem postos de liderança e por mais recursos financeiros para fazer frente ao trabalho e reformas nas instalações.
  • Por Pedro Vicente que foi convocado para representar seu país nas paraolimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 na modalidade hipismo. Para que aproveite bem as oportunidades de testemunhar do amor de Deus em Cristo Jesus.
  • Pelas muitas oportunidades de trabalho diante de nós. Por sabedoria nas decisões e pelos recursos financeiros para darmos seguimento aos trabalhos.

Seus parceiros na missão
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)

Contribuições para o ministério do Rev. Gessé e família podem ser feitas das seguintes maneiras, sempre usando o código 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14):
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0;
Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4;
Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86;
Boleto bancário – Neste caso ligar para o (011 3341 8339) solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.