sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Notícias de Fim de Ano

Hornamentos de Natal de Iolanda Rios
Nós que vemos o tempo de maneira linear nos rendemos ao fato de que mais um ano chega ao fim e um Novo Ano se inicia. Não temos dúvidas de que ao longo do ano fomos objetos da maravilhosa graça de Deus e certamente o seremos em 2013. Fim de ano é sinônimo de celebração, reunião familiar, reencontro e também muita saudade daqueles que já se foram. Mas, acima de tudo, é o tempo em que celebramos o primeiro advento, a encarnação do Verbo Divino. Celebramos jubilosamente o fato de que ... um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” Is. 9:6.  Desse modo, iniciamos nossa ultima missiva do ano desejando-lhe FELIZ NATAL e um ANO NOVO repleto da alegria e paz que temos somente em Cristo Jesus, o Messias prometido. 

Esta carta visa também lhe agradecer pelo grande apoio que nos deu sem o qual jamais teríamos vencido os muitos desafios e obstáculos que surgiram ao longo do ano. Graças à sua participação, em 2012 nos foi possível: 1. Dar continuidade ao apoio no trabalho da igreja local em sua liderança e por meio do projeto C-Step; 2. Orientar e acompanhar colegas missionários em processo de aquisição da língua inglesa na Cidade do Cabo; 3. Supervisionar projetos missionários da APMT/IPB na região Austral da Africa; 4. Dar sequência nos contatos com lideranças de outras igrejas em países da referiada região.
No âmbito familiar fomos ricamente abençoados por Deus. Guilherme, nosso filho mais velho, teve um ano de amadurecimento no trabalho, desempenhando bem seu papel na carreira que escolheu. Para Philipe e Leonardo este foi o primeiro ano de faculdade e finalizaram com excelentes resultados. Ambos passaram com distinção em várias matérias. Quando pensávamos que não teríamos como custear seus estudos este ano, Deus direcionou parentes e amigos que generosamente nos ajudaram a honrar os compromissos. Neste e em outros aspectos 2013 será um grande desafio, mas confiamos na providência do Pai. Além dos altos custos que teremos com as universidades deles, precisaremos retornar ao Brasil em 2013 para check-up médico, descanso e visita a familiares e igrejas parceiras no nosso trabalho.
Para agradecer conosco: 1. Pelo bom desempenho de nossos filhos em seus estudos; 2. Por minha recuperação da cirurgia acontecendo sem maiores complicações; 3. Pela vida, fidelidade e dedicação dos nossos parceiros ministeriais, inclusive nossa querida agencia - APMT/IPB.
Para interceder conosco: 1. Pelos colegas missionários presos no Senegal; 2. Por Silvia Octaviano que viverá pela primeira vez a experiência de se separar por um longo período de sua filha Laura; 3. Pela continuação do meu tratamento; 4. Pelas crianças Joshua e Zachari  que continuam bastante doentes.

Pelos laços do Cordeiro,
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)

Contribuições para o trabalho do Rev. Gessé e família poderão ser feitas sempre usando o código de identificação 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14), nas seguintes contas da APMT: 
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0; 
Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4; 
Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86; 
Boleto bancário – Neste caso ligar para 011 3341 8339 solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Morre um grande cidadão Brasileiro

Oscar Niemeyer

Aqui ali vejo pessoas postando coisas nas redes sociais, emitindo julgamentos, dando um veredicto sobre sua condição post-mortem, etc. Tudo ignorância. NIEMEYER morreu e isso pertence a Deus somente. A morte de qualquer ser humano deveria nos silenciar, calar, e isso é tudo! Nossa preocupação uns para com os outros deve se limitar apenas a esta vida. O escritor aos Hebreus diz que "aos homens está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hb. 9:27). Quando cruzamos esta linha entramos num terreno que não nos pertence, mas a Deus somente. Precisamos aprender a nos preocupar cada vez mais com os vivos. Foi para isso que fomos chamados e é esse tipo de procupação que pode mudar vidas e a sociedade como um todo.

Também fico indignado com aqueles irmãos intolerantes que se acham no direito de incriminar aqueles, prefiro chamar de "fracos na fé", e ficam por aí emitindo seu juízo na questão. Num determinado comentário combatendo nossos irmãos "mais fracos" sobrou adjetivos tais como "crentalhada", "abilotados", etc. Para estes, tenho a dizer o seguinte:

Eu me entendo como um "crente" em Cristo Jesus. E nem por isso me vejo como um "abilotado". Jargões e generalizações do tipo "crentalhada", e outros adjetivos nada amorosos, não ajudam e não edificam em nada. Só aumentam rixas e divisões, descritas pela Palavra de Deus como "obras da carne" (Efésios 5:19-21) em contraposição ao "Fruto do Espírito" (Efésioas 5: 22). Quem entende verdadeiramente a Graça, pratica a Graça para com os demais que ainda não chegaram no "nível elevado" dos que andam por aí caindo na desgraça de se auto-intitularem os únicos profundos conhecedores da Graça. No meio dessa "crentalhada" existe muita gente boa, simples é verdade, mas que entende perfeitamente e vive tão somente debaixo da Maravilhosa Graça. 
 
Certamente, um verdadeiro "crente" em Cristo Jesus sabe que é só pela Graça que chegou lá, nada mais. É só pela Graça que consegue viver. É só pela Graça que se mantém de pé. É só pela abundante Graça de Deus que sua salvação está garantida na eternidade. Sabe também que em matéria de salvação TUDO pertence a Deus. Ninguém tem o poder de prescrutar o coração humano. Isso pertence a Ele somente. Nenhum ser humano, seja ele mestre, doutor, pastor, padre, professor, apóstolo, profeta, iluminado, guru, etc. pode ou deve emitir qualquer juízo na questão da morte de quem quer que seja. Salvação pertence a Deus do começo ao fim e ponto final.

Minha oração, por um lado é no sentido de que Deus dê crescimento aos "crentes" que ainda não amadureceram o suficiente para chegarem no nível de espiritualidade daqueles que se acham os únicos conhecedores ou detentoras da Graça. E, por outro lado, que Deus, na Sua infinita misericórdia (e abundante Graça), dê aos nossos irmãos "crescidos" na Graça, a sensibilidade, a paciência e a humildade necessárias para suportar os "fracos" na fé, em amor. Isso sim, é Graça oferecida ao próximo. Isso sim é Graça no caminho, enquanto caminhamos juntos nossa jornada rumo ao Pai.

Rev. Gessé Almeida Rios
Por causa de Sua abundante e maravilhosa Graça.

domingo, 11 de novembro de 2012

Vivendo sem limites

Estabelecer limites em nossa vida é algo importante e necessário. Nossos filhos, por exemplo, precisam de limites claros e bem estabelecidos para que crescam física emocionalmente saudáveis. No entanto, podemos correr o risco de limitar demasiadamente nossas próprias capacidades impedindo, desse modo, de superarmos os desafios que a vida nos apresenta. 
Esses desafios se tornam mais acentuados quando sofremos de algum impedimento físico ou emocional. Talvez você vem acompanhando nosso trabalho ao longo dos anos, portanto, é familiar à histório do jovem cego angolano Pedro Vicente que foi alcançado por Cristo por meio do nosso ministério na Cidade do Cabo. Hoje Pedro é casado e pai de um lindo menino.

Sua cegueira parcial a partir dos 5 anos de idade e total desde os 19 anos nunca lhe serviu de obstáculo para enfrentar desafios e de se lançar em novas experiências. Fez vários cursos, entre eles o de reflexologia, profissão com a qual ajuda a sustentar sua família. Fala fluentemente ingês e português, além de comunicação básica em xhosa e francês.

Pedro sempre teve muito interesse por esportes e até pratica alguns. Depois de alguns anos treinando equitação foi selecionado pelo comitê Paraolímpico de Angola para representar seu país nos jogos do Rio de Janeiro em 2016. Como é de sua natureza, não se deixou vencer pelas suas limitações. Pelo contrário, mesmo sabendo que isso implica em muitas mudanças em sua vida e de sua família, abraçou o desafio e agora conta com o nosso apoio para que possa exaltar o nome de Jesus também por meio do esporte.

Sendo assim, convido você para participar comigo nesta etapa da vida do nosso irmão Pedro Vicente orando pelos seguintes motivos:

1. Por sua vida e de sua família que em breve deverá mudar para o Brasil a fim de viver e treinar em nosso país até o período da competição;
2. Para que Pedro continue sendo "sal da terra e luz do mundo" por onde quer que andar, independente dos limites, conquistas ou derrotas;
3. Por um treinador brasileiro com currículo de nível Olímpico que possa acompanhar seu progresso até o perído das competições. De acordo com as informações que tenho, esse treinador será contratado pelo Comitê Paraolímpico de Angola. 

Se você puder nos ajudar nesse assunto ficaremos imensamente gratos. Basta entrar em contato conosco e lhe daremos mais detalhes.  

sábado, 3 de novembro de 2012

ACIDENTES ACONTECEM

A vida é mesmo cheia de surpresas. Algumas agradáveis outras, nem tanto. Recentemente experimentei algo nada fácil. Fazia quase dois meses que não praticava alguma atividade física e decidi recomeçar organizando uma hora de futsal com alguns amigos na Cidade do Cabo. Por outro lado, fazia alguns anos que não jogava bola e por razões óbvias. Primeiro porque aqui não se pratica tanto, raramente encontramos um local adequado, seguindo porque nunca fui bom nisso. Quem me conhece bem sabe do que estou falando.

O fato é que no último dia 21 de outubro decidi ter esse momento com alguns amigos, entre eles Prs. Gabriel Camara e Cleber Balaniúc, Missionário Gustavo Hellwig e os estudantes Stanley Casta e Pedro Del Bianco. Tudo ia muito bem até por volta dos 40 min. Num dado momento enquanto corria ouvi um estalo na parte posterior de minha perna direita. A princípio pensei que teria levado um chute por traz, mas logo percebi que não havia ninguém tão próximo. Imediatamente senti uma forte dor e perdi o equilíbrio.

Resultado, saí dali carregado pelos amigos que me levaram diretamente ao pronto socorro. Diagnóstico, rompimento do tendão de Aquiles. Depois de atendido fui liberado para marcar com especialista no decorrer da semana. No entanto aquela noite prometia ser muito longa. Ao voltar pra casa comecei a sentir uma dor forte e constante no lado esquerdo do peito. Tentei segurar a noite toda uma vez que teria que procurar médico no dia seguinte de qualquer forma. A dor só foi aumentando e às oito da manhã comecei a sentir dormência e câimbras do abdômen até a cabeça. Com a situação se complicando, acionamos nosso amigo Pr. Gabriel que prontamente nos conduziu à emergência do Christian Bernard Memorial Hospital onde fiquei internado por dez dias.

Graças a Deus nos examens preliminares descartou-se a possibilidade de ataque cardíaco. Foi quando Iolanda lembrou aos médicos que já tive problemas com baixa de potássio. Ao checarem o nível, descobriram que o mesmo estava muito baixo e logo começaram a reposição no soro e via oral. Precisava operar para costurar o rompimento do tendão, mas não podia ser submetido a um cirurgia com um nível tão baixo. Porém, seis dias depois de internado o potássio já havia subido para 3.3, abaixo do mínimo que de 3.5, mas o suficiente para que a cirurgia acontecesse com sucesso no nono dia de internação.

Agora estou em casa recuperando. Serão seis semanas sem poder firmar o pé direito no chão. Nas duas primeiras semanas devo ficar com o pé para cima na maior parte do tempo. Depois de três semanas volto ao especialista para uma avaliação. Quanto ao potássio preciso tomar diaramente de agora em diante. De acordo com o médico que tem me acompanhado na questão do potássio, eu corria sérios riscos sem saber e, provavelmente, há vários anos. O episódio com o rompimento do tendão apenas ajudou a fazermos a descoberta da necessidade de tratamento.

Tenho vários motivos de agradecimentos a Deus: 1. Pela vida da Iolanda que de forma amorosa e abnegada cuidou de mim nesses dias; 2. Pelos filhos se reversando para estarem comigo, ajudando nas compras e no dia-a-dia de casa; 3. Pelos irmãos e amigos que me socorreram; 4. Pela nossa colega Silvia Octaviano que tem andado uma extra milha para ajudar Iolanda e cuidar do trabalho; 5. Pelo cuidado e sabedoria dos médicos e pela atenção e carinho das enfermeiras; 6. Pelas visitas, mensagens, apoio, solidariedade e orações de irmãos e amigos de perto e de longe.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

OPORTUNIDADES



E fez-se naquele dia uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judéia e de Samaria, exceto os apóstolos. (Atos 8:1b)

Na perspectiva missiológica o texto acima chama nossa atenção para as adversidades na vida do crente como oportunidades para o agir de Deus.

Lanchinho na chegada
E por falar em oportunidades, no início de outubro tivemos a honrosa visita dos Revs. Obedes Jr e Marcos Agripino (Presidente e Executivo da APMT, respectivamente) trazendo encorajamento e novos desafios para o trabalho na região Austral da África. Depois de alguns dias de reuniões com nossa família e as missionárias Sílvia Octaviano, Evânia Maia e Núbia Oliveira, reunimo-nos também com escola de inglês (SALA) e  o Conselho da Igreja Presbiteriana do Kenilworth (KCPC) para juntos explorarmos novas oportunidades de trabalho nestas parcerias.

De Cape Town nossos irmãos seguiram para Maputo (Moçambique) onde se reuniram com nossos colegas missionários Luciano Azevedo e Lígia Bordini que atuam naquela cidade na parceria entre APMT e Igreja Presbiteriana de Moçambique (IPM). Certamente outras oportunidades surgiram e desafios foram lançados visando a continuidade do trabalho naquela região, cujos frutos serão conhecidos no kairos, tempo de Deus.

Reuniões com líderes da GKSA
Em seus últimos dias entre nós tivemos a oportunidade de trabalharmos juntos por alguns dias em Pretória e cidades circunvizinhas, onde aconteceram excelentes encontros com irmãos da Igreja Reformada da África do Sul (GKSA/RCSA) que nos solicitaram ajuda para trabalhos em andamentos no norte de Moçambique e em Angola. Após várias reuniões com departamento de Teologia da North West University em Potchefstroom, Igrejas Reformadas da África do Sul em Pretória e Mukhanyo Theological College em KwaMhlanga, ficou decidido caminharmos para a assinatura de uma carta de intenções para cooperação missionária em algumas áreas, sobretudo na questão do treinamento pastoral e formação teológica. Novamente a palavra que melhor resume tudo que experimentos naqueles dias é: “oportunidade”. Oportunidades que estão sendo consideradas em oração pela nossa APMT.

Após reunião com SALA
Em todas as conversas e reuniões que tivemos, o que mais me chamou a atenção foi a desproporcionalidade entre a imensidão dos campos já prontos para a ceifa e o número de ceifeiros para a tarefa. É impossível aos poucos obreiros sozinhos aproveitarem tantas oportunidades. Além destas portas que se abrem, temos um convite da Igreja Presbiteriana do Malawi para nos juntarmos a eles em diversas frentes de trabalho. Algo que estaremos explorando à medida que aguardamos mais obreiros para a seara.

Família
Thumpper
Nós e nossos filhos estamos bem pela graça de Deus. Leonardo em Stellenbosch estudando muito, vindo para casa somente nos fins de semana e período de férias. Philipe mora conosco, mas passa todo o dia na faculdade onde conta com recursos tecnológicos para desenvolver suas habilidades artísticas. Sai sempre cedo de casa e muitas vezes só retorna depois das nove da noite. Guilherme vai bem de saúde e no trabalho. Suas responsabilidades na empresa aumentaram e ele continua firme. Seu grande passa tempo no momento é cuidar de um coelhinho que ganhou de um amigo.

Quanto aos dois que ainda estudam estamos buscando o apoio de amigos e irmãos que desejam participar da bolsa de estudos deles a fim de que tenhamos como ajudá-los a continuarem sua formação acadêmica em 2013. Para esse ano contamos com a ajuda de alguns familiares e amigos que se dispuseram a cooperar com a “Bolsa” de estudos. Embora não sido suficiente para cobrir os 60% que o nosso sustento mensal não nos permite cobrir, tem sido uma valiosa ajuda.

Iolanda e eu bastante ocupados com a lida diária de ministério. Em Setembro decidimos voltar às aulas de inglês para um programa de cinco semanas a fim de tentar corrigir alguns “buracos na língua”, como se diz por aqui. Na verdade nossa experiência com o estudo do inglês em sala de aula até o presente é quase inexistente. Quando fomos aos Estados Unidos (1995) tínhamos a promessa de que estudaríamos inglês, mas isso na prática não aconteceu, com exceção de três aulas. Não convém citar os motivos aqui. Chegando à África do Sul frequentamos sala de aula por pouquíssimo tempo, por questões financeiras. Nossa prioridade era a educação dos filhos. Ela continua estudando firme. Quanto à saúde, o tratamento tem apresentado excelentes resultados. Apesar de ainda ter dificuldades em relação ao sono, seu estado emocional e níveis de energia melhoraram bastante. Louvamos a Deus por isto!

Motivos de agradecimento
  • Pela visita dos nossos líderes – pelas conversas, amizade, orientações e comunhão.
  • Pelos estudos do Leo e Philipe – pelo destaque que têm sido não apenas nas questões acadêmicas, mas acima de tudo no testemunho cristão.
  • Pelas portas abertas para nosso trabalho e excelentes oportunidades para o futuro em campos missionários da região.
  • Pelas reuniões bastante produtivas em Pretoria com a Igreja Reformada da África do Sul.

Motivos de oração
  • Pela viagem programada para Luanda no início de novembro.
  • Pelo módulo que estarei ministrando no Seminário Presbiteriano de Luanda.
  • Pelos nossos vistos. Continuamos na espera da resposta do Departamento de Assuntos Internos.
  • Pela Igreja Presbiteriana do Kenilworth (KCPC), por mais pessoas em condições e dispostas a assumirem postos de liderança e por mais recursos financeiros para fazer frente ao trabalho e reformas nas instalações.
  • Por Pedro Vicente que foi convocado para representar seu país nas paraolimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 na modalidade hipismo. Para que aproveite bem as oportunidades de testemunhar do amor de Deus em Cristo Jesus.
  • Pelas muitas oportunidades de trabalho diante de nós. Por sabedoria nas decisões e pelos recursos financeiros para darmos seguimento aos trabalhos.

Seus parceiros na missão
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)

Contribuições para o ministério do Rev. Gessé e família podem ser feitas das seguintes maneiras, sempre usando o código 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14):
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0;
Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4;
Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86;
Boleto bancário – Neste caso ligar para o (011 3341 8339) solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

sábado, 29 de setembro de 2012

O mundo da diáspora e a resposta evangelizadora da igreja


Por rev. Gessé Almeida Rios

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (UNRHC) em sua Convenção de 1951 no artigo 1º, inciso 2º assim define refugiado:

"a expressão 'refugiado' se aplica a qualquer pessoa que, em virtude de fundado medo de sofrer perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, participação em determinado grupo social ou convicção política, se encontra fora do país do qual é nacional e está impossibilitada ou, em virtude desse fundado medo, não deseja se entregar à proteção desse país."

Existe certa confusão quanto às definições sobre migração internacional de povos. Basicamente são três os tipos de migração. Sendo estes o refugiado propriamente dito, o migrante internacional (MI) e o Deslocado Internamente (DI). Podemos defini-los da seguinte forma:

- Refugiado – Com base na definição acima podemos dizer que refugiados são aqueles que estão fora do seu país de origem por razões de segurança. A vida está em perigo.
- Migrantes Internacionais (MI) – Na categoria dos chamados MIs estão os que optam pela migração, ainda que temporária, para outros países em busca melhores condições de vida ou para aprimorarem carreira profissional. De acordo com a ONU são 175 milhões (http://www.unhcr.org/cgi-bin/texis/vtx/news/opendoc.htm?tbl=NEWS&id=44463fed4).
- Deslocado Internamente (DI) – Como o próprio termo sugere, são definidos como DIs aquelas que, em condições de sobrevivência desfavoráveis seja em virtude de conflitos armados, desastres naturais, etc. se deslocam dentro do próprio país. Conforme relatório da ONU, hoje existe mais de 37,4 milhões de DIs. http://www.guardian.co.uk/environment/2008/jun/17/climatechange.food#)

Neste artigo focalizaremos nossa atenção na mais na questão do refugiado no mundo hoje ou, como prefere o Movimento Lausanne, nos “Membros da Diáspora”. De início é preciso esclarecer que o tema não é novo. Trata-se de fenômeno tão antigo quanto à própria história da humanidade. Todos os países do mundo, em algum momento de sua história e em grau maior ou menor, geraram ou abrigaram refugiados. Portanto, não existe um povo que ainda não tenha experimentado o lidar com a questão. Tal fenômeno não escolhe raça, cor, religião, idade, gênero ou status social. E os números são cada vez mais alarmantes.

De acordo com o Jornal do Brasil online de 24 de março de 2009, em 2008 bateu-se o recorde de 67 milhões de pessoas refugiadas no mundo. (http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/03/24/e240326606.asp). Sendo os países da África, como República Democrática do Congo (DRC), Burundi, Ruanda, Somália, Sudão, e países do Oriente Médio os maiores responsáveis por estes números alarmantes.

Entre as situações mais recentes destacamos o que vem ocorrendo na Siria, onde milhares de pessoas curzam as fronteiras todos os dias em busca de segurança e abrigo. O Zimbábue de onde milhares continuam fugindo do regime ditatorial do presidente Robert Mugabe tem afetando sensivelmente os países visinhos, que por si só já sofrem com a falta de emprego para os próprios nacionais. Outro caso que chama atenção é o que vem ocorrendo no Sudão, recentemente dividido, por causa dos conflitos entre o norte e o sul, e mais precisamente os conflitos na região de Dar Fur que contribui com os cerca de 2,5 milhões de refugiados para campos como o de Djabal no Chade. Apenas para atender aquela situação a ONU dispõe de 3.3 mil soldados da EU para fazer a guarda e administrar 850 escritórios, a fim de manter a ordem. O que seguramente não são suficientes. Apesar da proteção oferecida existem acusações de que refugiados ali continuam sendo atormentados por guerrilheiros militantes de grupos rebeldes como o Janjaweed. Ataques a mulheres e crianças são ainda mais freqüentes. Recrutamento de menores para serem treinados como soldados infantis é bastante comum. O filme “Diamante de Sangue” estrelado por Leonardo Di Caprio é uma denúncia a esse tipo de prática. O Presidente do país, Omar Al-Bashir, está sendo acusado de genocídio e tem um mandato de prisão decretado por uma corte internacional. Mesmo com a recente divisão do país entre Sudão do Sul e Sudão do Norte a situação ainda é dramática.

Na República Democrática do Congo a situação não é diferente. Sobretudo na região Norte do Kivu. Vive-se uma verdadeira calamidade! Mulheres são estupradas, maridos mortos na presença de esposas e filhos, meninos são tomados para serem treinadas como guerrilheiros... As atrocidades são tantas que nem podemos detalhar nesse espaço a fim de não ferir a sensibilidade do leitor.

Diversos são os fatores que motivam a migração forçada. Entre os principais estão a fome, crises econômicas, perseguição religiosa ou política, conflitos étnicos, guerras (civis e militares), e o mais recente vilão, que são as questões relacionadas às mudanças climáticas. Segundo o programa Fantástico de 15/03/09 da Rede Globo de Televisão em menos de um século o fenômeno do “aquecimento global” será responsável por aproximadamente dois bilhões de refugiados no planeta. Apesar de parecer um número alarmante, tal prognóstico foi confirmado pelo próprio Alto Comissário da ONU para os Refugiados, na pessoa de seu secretário Antônio Guterres, o qual a classifica como “situação sem precedentes na história”.

Como resultado milhões de pessoas fogem das condições hostis em que se encontram e se espalha pelo mundo em busca de sobrevivência. Nessa busca mulheres e crianças são as maiores vítimas por serem mais vulneráveis. Tonam-se vítimas de toda sorte de abuso físico e emocional.  As condições a que são submetidos são, na maioria dos casos, de absoluta precariedade. Geralmente vão parar em acampamentos superlotados montados, geridos e supervisionados pela ONU, onde as condições de vida são limitadas e suas liberdades tolhidas. Isso em função da própria proteção dos acampados. Em outras situações, como no caso do Brasil, onde a presença de refugiados é mais recente, África do Sul e países desenvolvidos, os refugiados são propriamente documentados e inseridos na comunidade local. Assim desfrutam de certa autonomia, estudam, trabalham e interagem livremente na comunidade.

Na maioria das vezes esses refugiados entram como imigrantes ilegais utilizando-se dos mais variados meios de transporte. No caso dos refugiados africanos com os quais estamos acostumados a lidar sabemos de casos em que fogem das regiões de conflitos muitas vezes através de longas caminhadas noturnas no meio do mato para dificultar serem apanhados por guerrilheiros. Durante meses enfrentam feras e animais peçonhentos, suportam o frio da noite e o calor do dia, passam fome e são vítimas de suborno para terem passagem por tribos inimigas. Tudo isso em busca de uma sobrevivência mais digna. Em alguns casos se utilizam de caronas de caminhoneiros, escondem-se no meio de cargas e até mesmo em porões de navios.

Pagamento de propina é algo a que estão acostumados ao ponto de acharem que tudo na vida se resolve oferecendo suborno. Mesmo nas grandes cidades da África do Sul, tem-se notícia de que são extorquidos por maus policiais. São explorados dia e noite por aqueles que supostamente deveriam zelar pelo seu bem estar. Em função da situação de extrema necessidade acabam se submetendo à exploração como mão de obra fácil e barata. São igualmente vítimas das redes de exploração do tráfico humano, sobretudo pela indústria ilegal do sexo. E, para completar o quadro de abandono e desprezo, ainda são comumente tratados com toda sorte de expressões discriminatórias. Na África do Sul são comumente chamados de “amakwerekwere”. Uma maneira de se referir a eles como bárbaros, macacos, ou aquele que emite sons ininteligíveis. Crianças refugiadas crescem nesses ambientes hostis e, como conseqüência, alimentam ódio e desconfiança de tudo e de todos.

O outro lado da moeda é que também existem aqueles que se passam por refugiados. Ou seja, aqueles que se aproveitam da miséria alheia e infiltram em outras terras com motivos escusos. Migram apenas para fins de espionagem ou puramente com o objetivo de expansão religiosa, prática comum no mundo islâmico. Desconfia-se que determinados grupos radicais geram instabilidade para forçarem a migração da fé por meio de seus refugiados para outras nações menos islamizadas. Além disso, há ainda os foragidos da justiça em seus países que fogem para escaparem de crimes cometidos. Acompanhamos recentemente no noticiário brasileiro o dilema envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o ex-integrante do grupo “Proletários Armados pelo Comunismo” (PAC), Cesare Battisti, foragido da justiça italiana. Portanto, nem todos que se apresentam nos departamentos de imigração estão buscando refúgio por uma razão justificável. Cabe aos referidos departamentos e Polícia Federal investigar cada caso e assim atender ou não tais pedidos.

E quanto a nós igreja em países receptores de imigrantes refugiados ou membros da diáspora? Como estamos vendo esse movimento de pessoas em torno do globo? São eles aos nossos olhos intrusos competindo no mercado de trabalho tirando as oportunidades dos nacionais? Ou os vemos como pessoas enviadas por Deus para receber o testemunho que a igreja tem para dar da verdadeira Luz? De que maneira estamos nos preparando para recebê-los e ministrar em suas vidas?

Uma coisa não se pode negar, a Bíblia dá atenção especial ao tema “refugiado” ou “estrangeiro”. Começando pelo fato de que muitos personagens bíblicos importantes enfrentaram o refúgio em terra estranha. Por exemplo: Caim (Gen. 4:16), Abrão (Gen. 12:10), José (Gen. 39:1), o povo judeu (Ex. 1:1-14). A experiência de ser estrangeiro foi vivida bem de perto por grandes servos de Deus. Moisés nasceu no exílio. O povo judeu no período profético viveu no exílio. Até mesmo Jesus experimentou viver como um refugiado (Mt. 2:13-15).

O propósito desse texto é nos encorajar a refletir sobre a necessidade de exercermos ministério entre refugiados. E há pelo menos três razões por que devemos fazê-lo:
1.       Para os pragmáticos da missão, a principal razão para o trabalho missionário entre refugiados é que se trata de um grupo estratégico. E é verdade! Muitos deles são pessoas bem esclarecidas e de boa formação. Portanto, se um dia voltarem para os seus conterrâneos como pessoas nascidas de novo certamente o impacto será grande no meio do seu povo. A história é repleta de exemplos que, por falta de espaço, não citaremos aqui. Se pensarmos apenas do ponto de vista do proselitismo podemos dizer que esta motivação já basta.
2.       Podemos ir mais além e afirmar que a ação missionária entre refugiados se justifica por se tratar de uma oportunidade para expressarmos de maneira concreta o grande amor de Deus que abriga o desabrigado, ampara o desamparado, cura o ferido, salva o perdido e traz plena libertação ao cativo.
3.      Mas, acima de tudo, entendo que uma investida missionária entre pessoas da diáspora se faz necessário por se tratar de um mandamento bíblico. Israel foi chamado por Deus como nação para que Ele fosse por ela apresentado aos demais povos. Foi chamado para refletir a Luz do Senhor para as outras nações? Nesse contexto, podemos encontrar diversas referências bíblicas nas quais, Deus expressa uma preocupação especial para com o estrangeiro - “o estrangeiro que vive no meio de ti...” Em Gen. 23:4 vemos uma prática de cortesia entre os povos evoluindo e tomando forma de lei em Lev. 19:10 (cf. Rute 2:2-23) – leis de proteção. E a lei das leis - “amar como a si mesmo” Lev. 19:34; 10:18,19; Dt. 10:17-19. Este mandamento divino, portanto, é a reafirmação de uma prática comum (uma espécie de lei que Deus havia colocado nos corações) de acordo com Lev. 23:22. Israel teria que tratar o estrangeiro que habitasse no meio dele não com uma lei diferenciada, mas com sua própria lei (Lev. 24:22; Lev. 15:16). Havia lei de proteção (Lev. 24:17) onde se requeria assistência integral (I Rs. 8:41). Em Jó vemos de maneira clara a prática do acolhimento ao estrangeiro como ato obediência a Deus (Jó 31:32).

Concluindo, não temos dúvidas de que estamos diante de uma realidade que afeta a todos nós. Cada vez mais teremos pessoas vivendo como refugiados principalmente nas grandes cidades. A pergunta que não deve calar é: de que maneira enxergamos essas pessoas? As vemos como intrusos que tiram nossas oportunidades e as dos nossos filhos, ou os como enviados por Deus para compartilhemos da graça salvadora que dEle temos recebido?

Muitos refugiados contribuíram para o mundo nos campos da religião, ciência, tecnologia, etc. Se os Estados Unidos, por exemplo, tivessem descriminado ou até mesmo rejeitado o pedido de refugio do casal Michael e Eugenia Brin, judeus de origem russa, talvez hoje não tivéssemos uma das maiores e mais úteis ferramentas de internet, a qual facilita a vida de muitos. Sergey Mihailovich Brin chegou como refugiado nos EUA aos 5 anos de idade para ser o co-fundador da Google.

Queremos ver a igreja abraçando o estrangeiro com o firme propósito de compartilhar sua fé em Jesus. Que o Senhor nos aguce a razão para refletirmos, abra os nossos olhos para enxergarmos e nos aqueça o coração para amarmos. Certamente, como resultado nações serão alcançadas para a glória do Nome que está acima de todos os nomes.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Calebrando em Família


O inverno chegou com força na região do “Cabo das Tormentas”. Apesar do clima frio, ventos fortes e gelados e muita chuva, esse é um mês de celebração em nossa família. Portanto, esta carta tem mais um tom comemorativo do que mesmo informativo. Juntos, estamos revisitando nossa caminhada de lutas e vitórias, de tristezas e alegrias, de erros e acertos e, acima de tudo, revisitando as incontáveis marcas do cuidado de Deus para conosco nos últimos 9.125 dias ou 300 meses de vida conjugal.

Tudo começou em 1984 quando Iolanda e eu entendemos o plano de Deus para nossa vida. Namoramos e noivamos naquele ano, e no dia 11 de julho de 1987 nos casamos. Isso mesmo! Casamo-nos há 25 anos, isto é, estamos comemorando Bodas de Prata. Olhando para trás parece que foi ontem. Lembramos os preparativos, os detalhes com ornamentação e pequena recepção, testemunhas, daminha, oficiante (Rev. Jonas Cândido Ferreira), etc. e a intensa alegria repartida com amigos e familiares.

Em nossos primeiros 18 meses de casados ainda estava cursando o Seminário Presbiteriano do Norte, em Recife. Lembramos nossa primeira casa no antigo prédio do SPN, que chamávamos carinhosamente de “Maranata! Vem Senhor Jesus, antes que isso caia”. Lembramos nossos primeiros cinco anos de ministério na cidade baiana de Senhor do Bonfim, junto às duas Igrejas Presbiterianas da cidade (Primeiro de Maio e Lírio dos Vales), Presbitério de Campo Formoso. Ali nasceram nossos 3 preciosos filhos. Muito diferentes uns dos outros, porém, amigos sempre unidos.

Lembramos, com júbilo, a chegada do nosso primeiro filho. Novamente voltamos aos preparativos e às maravilhosas expectativas que cercam esse momento sublime na vida de qualquer família. Sua chegada, lindo e saudável, encheu nossa casa e o coração. Guilherme, hoje com 22 anos de idade, continua lindo, saudável. Um homem temente a Deus, forjado, honesto e trabalhador. Como admiramos nosso filho e como somos gratos a Deus por sua vida!

E assim veio nosso segundo filho, artista desde pequeno. Sempre muito independente, compenetrado e laborioso. Não foi à toa que aos 19 anos decidiu viajar por mais de 30 horas sozinho para uma experiência transcultural de 8 meses na China. Seu encanto pelas artes só tem aumentado e hoje, aos 21 anos de idade, cursa Animação. Seu caráter, suas convicções, maturidade e firmeza na fé nos enche o coração de alegria.
 
Por fim nasceu Leonardo, nosso terceiro e último filho. Meio que de surpresa, apareceu para completar a alegria de nossa família. Seu espírito alegre e bom humor contagiam a todos ao seu redor, porém sem perder o senso do equilíbrio. Aos 19 anos, está cursando Bacharelado em Ciências com o foco em Microbiologia pela Universidade de Stellenbosch.

Estamos repartindo nossa história com vocês porque são participantes conosco de tudo isso. Não temos como expressar nossa gratidão a Deus pelo seu insondável amor demonstrado a nós de muitas maneiras, sendo vocês a principal delas.

Motivos de agradecimento
  • Em maio Iolanda completou 50 anos de vida. Ela resolveu repartir sua alegria com irmãos e irmãs na Igreja Presbiteriana do Kenilworth. Louvamos a Deus pelos anos de vida dedicados a Ele.
  • Pelos nossos 25 anos de casados no dia 11/07.
  • Pelos três filhos maravilhosos que Deus nos deu. 

Motivos de oração
  • Pela viagem a Maputo no dia 13/07 para representar a APMT no Centenário da ordenação do primeiro pastor negro na Igreja Presbiteriana de Moçambique e 130 anos de organização da referida igreja.
  • Pela viagem a Luanda no final do mês com Rev. Marcos Agripino e liderança da UPH/IPB para diálogos com Igreja Presbiteriana de Angola cooperação missionária.
  • Pelas famílias de amigos nossos que recentemente perderam seus entes queridos. Carol, mãe do Rev. Mike Muller e Frank Fernandes, membro da Igreja Portuguesa do Cabo.

Seus parceiros na missão
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)

Contribuições para o ministério do Rev. Gessé e família podem ser feitas das seguintes maneiras, sempre usando o código 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14):
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0;
Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4;
Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86;
Boleto bancário – Neste caso ligar para o (011 3341 8339) solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Rainha Elizabeth II celebra seu longo reinado destribuindo Bílbias

Ao celebrar seus 60 anos no trono da Coroa Inglesa a Rainha Elizabeth II surpreende o mundo afirmando claramente a fonte basilar dos seus valores, a Palavra de Deus. Resolveu destribuir 450.000 Novos Testamentos. Oremos pelo impacto de sua leitura nas mãos daqueles que o receberem. http://www.mnnonline.org/article/17153

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Notícias de Abril



Acabamos de celebrar a páscoa. Como sempre nos emocionamos com o imensurável amor sacrificial de Cristo. Ele morreu para tornar possível vivermos. Não consigo entender por que muitas pessoas que se dizem cristãs não celebram a páscoa do Cordeiro de Deus que nulifica o pecado. A igreja na qual participamos aqui elaborou novamente um calendário para jejum e oração no período dos 40 dias que antecedem a páscoa. Foi um tempo de reflexão e oração bastante desafiador para todos nós. Oramos por todas as famílias da igreja e pelos povos que compõem a Igreja Presbiteriana do Kenilworth (África do Sul, Angola, Brasil, Burundi, Camarões, Coréia do Sul, Malaui, Moçambique, República Democrática do Congo, Ruanda, Suazilândia, Zâmbia e Zimbábue).

Há algum tempo a igreja vem passando por muitas dificuldades de ordem financeira. Imagino ser do seu conhecimento que, em função da política de segregação racial legalizada em 1948 até 1994, a sociedade sul-africana (inclusive igrejas) conviveu ao longo desses anos com a separação entre as raças. A Igreja Presbiteriana do Kenilworth está numa área outrora de predominância “branca”. No entanto os “brancos” que faziam parte da igreja naquele tempo morreram ou se mudaram para outras regiões ou países. Hoje a maioria da membresia da igreja é composta de africanos nativos, porém muitos deles oriundos da diáspora de outros países do continente. São em geral desempregados ou vivem do subemprego. Desse modo a igreja tem enfrentado enormes dificuldades para manter as contas em dia.

O projeto C-Step reduziu suas atividades, mas continua exercendo sua influência como parte do ministério da igreja, sobretudo na comunidade da diáspora. O número de pessoas atendidas nos cursos é menor, mas mantemos as atividades. Temos aumentado o atendimento a crianças da diáspora, assim como orientação e aconselhamento individual a adultos. E por falar nas crianças precisamos que nos ajude a orar per elas. Uma delas tem apresentado um problema de saúde ainda não diagnosticado, nem tratado. Essa criança já tem 4 anos e não consegue engolir alimentos sólidos. Hoje acompanhamos sete crianças e seus familiares. Louvamos a Deus pelas duas igrejas no Brasil parceiras nesse programa.

Estamos trabalhando no sentido de realizarmos o I Encontro de missionários da APMT na região Austral da África. Já definimos o local. Será em Malmesbury, cidadezinha a 50 km de Cape Town. Trata-se de acomodações modestas em uma missão especializada em eventos para outras organizações cristãs http://www.berachah.co.za/. Cremos que Deus nos dará um tempo maravilhoso de comunhão, reflexão e descanso. Futuramente daremos mais detalhes.

Planejamos a viagem ao Maláui para início de junho, período sugerido pelo Sínodo da Igreja Presbiteriana daquele país da costa lesta da África. Mas ainda dependemos de alguns acertos. Discutiremos possibilidades de parceria missionária visando abertura de portas para a colocação de missionários da APMT que desejarem servir naquele país.
Nossa família tem estado bem, graças a Deus. Iolanda continua emocionalmente bem melhor. As crises de ansiedade se foram, graças a Deus. Algo que nos preocupa um pouco nesse momento tem sido sua insulina bastante alta. Está sendo medicada, mas ainda não há indícios de redução. Tem pés e tornozelos inchados na maior parte do tempo. Essa semana voltou à sua médica por causa de uma dor repentina no pé. A médica desconfia de gota por isso pediu uma série de exames, mas ainda não temos os resultados.
Os filhos continuam muito bem. Guilherme trabalhando muito. Leva muito a sério seus compromissos. Philipe, que completou seus 21 anos de idade em março, conseguiu ingressar na City Varsity de Cape Town http://www.cityvarsity.co.za/. Ingressou no curso de Animação, seu grande sonho, e está bastante entusiasmado. Além dos muitos desenhos que já fez, criou suas primeiras animações. Leonardo também tem se saído muito bem Stellenbosch. Seu visto saiu e agora está mais tranquilo para estudar. Nesse primeiro trimestre conseguiu boas notas especialmente em Biologia, a principal matéria. Nossa maior dificuldade em relação aos estudos deles tem sido quanto aos altos custos dos estudos. Graças a Deus, uma Igreja Presbiteriana, amigos e parentes assumiram compromisso de auxiliar na Bolsa de estudos que criamos para eles. O total já soma 45% do valor mensal necessário.

Motivos de agradecimento
·         Pelo Visto de estudante do Leonardo
·         Pelo Philipe ter conseguido aplicar para seu Visto de estudante também
·         Por mais um membro da Igreja abraçando a causa missionária em tempo integral. Nesse momento são dois: Sheila (em Bruxelas) e Daniel (SIM).
·         Pelos 21 anos de vida do Philipe

Motivos de oração
·         Pelos membros da Igreja Presbiteriana do Kenilworth desempregados ou que vivem do subemprego.
·         Pela difícil situação financeira da Igreja.
·         Pelo Rev. Mike Muller, pastor da Igreja do Kenilworth. Por sabedoria, discernimento e direção do alto.
·         Para que cheguemos aos 100% do valor total para a Bolsa de estudos do Philipe e Leonardo, até junho.
·         Pela criança da atendida pelo projeto, com problemas de saúde.
·         Por sustento para irmão Daniel Hopley que decidiu abraçar a causa missionária em tempo integral, servindo por meio da SIM.
·         Pelo Encontro de Missionários em outubro.
·         Pela saúde da Iolanda, para que se descubra a causa da insulina alta.
·         Pela viagem ao Maláui.
·         Pela continuação de bom aproveitamento nos estudos para Philipe e Leonardo.

Seus parceiros na missão
Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)