quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Chegou Dezembro...


“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios” (Is.42:1)

Cape Town, 07 de Dezembro de 2011

O final do ano chegou trazendo consigo o clima de férias viagens para muita gente, encontros com familiares e amigos e muita agitação em torno dos preparativos que envolvem esse tempo. Mas acima de tudo a maravilhosa celebração da encarnação do nosso Salvador. É Natal! Jesus nasceu! A propósito, Jesus já nasceu em sua vida? É Ele o Rei que conduz seus passos nos 365 dias do ano? Para nós, o final do ano está sendo marcado com o retorno do nosso filho Philipe, depois de oito meses na China. Foi sem dúvidas uma maravilhosa experiência de crescimento pessoal para ele, e para nos também. Somos imensamente gratos pelo enorme apoio que recebeu de nossa colega, Evânia, enquanto lá esteve. Agora aguarda resposta final da Universidade de Western Cape onde pretende cursar Artes Finas.

Este final de ano foi também o fim dos estudos no ensino médio para Leonardo. Ele está radiante por mais essa etapa de sua vida concluída com sucesso. Nesse momento aguarda resposta final da Universidade de Stellembosh, onde foi pré-aceito para cursa Microbiologia a partir de 2012. Estamos todos contentes com mais essa vitória.

No começo do mês de Novembro tivemos que mudar de casa. Foi uma luta para acharmos outra que coubesse no nosso orçamento e atendesse nossas necessidades. Graças a Deus encontramos uma na mesma área que já moramos a mais de 6 anos. Quando fomos ver para alugar a casa estava praticamente destruída, mas era o que podíamos alugar. Tomos coragem e assinamos o contrato com base nas promessas de reforma que seriam feitas pelo proprietário. Graças a Deus, ele fez tudo o que havia prometido e algo mais. Quando mudamos para a casa ele veio nos visitar para nos apresentar sua família que trouxe um delicioso bolo de chocolate. Até nisso vemos a fidelidade de Deus cuidando de nós. Naquela ocasião ele nos fez muitas perguntas sobre nosso trabalho e APMT. Foi uma grande oportunidade para apresentar o trabalho de nossa agência em outras partes do mundo.

Guilherme continua trabalhando a já nos ajuda em algumas despesas. Por estar empregado conseguiu crédito numa companhia (coisa rara para nós estrangeiros) para investir num carro dos seus sonhos, o qual tem nos ajudado muito no trabalho também.

Louvamos a Deus pelas muitas vitórias o Senhor tem dado à nossa família. Iolanda continua recuperando bem, apesar de ainda experimentar dias mais difíceis que outros. Os efeitos colaterais dos medicamentos são mais leves nesse momento e a previsão é de que dentro de alguns meses a situação esteja normalizada.

No momento continuamos trabalhando na revisão do projeto C-STEP (Christian Social Transformation and Empowerment Program) que hoje está sob a supervisão de nossa colega, missionária Silvia Octaviano. Estamos nos reunindo desde meados desse ano e temos contado com a preciosa colaboração das irmãs Vânia Pereira e Aldely Natali, além dos colegas pastores Jorge Neves e Gabriel Câmara. Esperamos poder terminar os trabalhos de revisão até final do primeiro trimestre de 2012.

A Base do Sol da África realizou seu o Primeiro Seminário na área de cuidado missionário, sobre Saúde Emocional. Todos os nossos missionários e familiares participaram e contamos com a participação de colegas e colaboradores de outras agências. No total foram 27 participantes. Tina, missionária do Madasgascar, trabalhou com as crianças e Rev. Dr. John Freeth abordou o tema com os demais. Foi um tempo precioso de aprendizado e reflexão.

Os trabalhos na Igreja Presbiteriana da Comunidade do Kenilworth, com a qual temos parceria, continuam gerando frutos para a glória do Pai. As classes de EBD funcionaram durante todo o ano. Devido o aumento no número de crianças, outras classes foram criadas. Nesse aspecto temos uma clara resposta de oração. Quando começamos freqüentar essa igreja centenária os cultos não passavam de 20 pessoas idosas e não havia nenhuma criança. Numa daquelas reuniões o presbítero Peter (já bem idoso) ficou de pé e pediu a Deus para nos dar crianças. Hoje são mais de 20 crianças atendendo Escola Dominical.

Motivos de agradecimento
·         Pelo primeiro evento sobre cuidado missionário realizado pela Base do Sul da África
·         Pela boa casa que conseguimos em tempo
·         Pela contínua recuperação da Iolanda
·         Pelo tempo do Philipe na China e sua chegada em paz a Cape Town
·         Pelo trabalho do Guilherme e o sonho conquistado
·         Pelo fim bem sucedido dos estudos do Leo no ensino médio

Motivos de intercessão
·         Renovação dos Vistos do Philipe e do Leo. Precisamos do equivalente a R$5.600,00. Não dispomos desse montante extra e precisamos de uma intervenção de Deus para que nossos filhos não sejam prejudicados nos estudos.
·         Viagem da Silvia e Laura ao Brasil. Pelos vários trajetos que terá que fazer para atender aos diversos compromissos num curto espaço de tempo.
·         Viagem a Moçambique. Devo passar uma semana em Maputo com nosso colega Luciano Azevedo que vem fazendo um excelente trabalho junto à Igreja Presbiteriana de Moçambique. Ore pelos encontros e reuniões que teremos ali.
·         Recursos financeiros para pagarmos a Universidade do Leonardo e Philipe em 2012, aproximadamente R$30.000,00 para os dois no decorrer do ano.

Em Cristo Jesus, seus cooperadores,

Rev. Gessé Almeida Rios (pela família)


Contribuições para o ministério do Rev. Gessé e família podem ser feitas das seguintes maneiras, sempre usando o código 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14):
Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0;
Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4;
Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86;
Boleto bancário – Neste caso ligar para o (011 3341 8339) solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

domingo, 4 de dezembro de 2011

JÁ LHE OCORREU QUE VOCÊ PODE ESTAR ERRADO?

SÁBADO, DEZEMBRO 03, 2011


O Pastor Ed René Kivits negou qualquer associação com o teísmo aberto. De modo geral, ele disse duas coisas: que crê que Deus é eterno (supratemporal) e, portanto, conhece o futuro, e que também não acredita em um determinismo. (http://noticias.gospelprime.com.br/ed-rene-kivitz-diz-que-teismo-aberto-e-uma-besteira/). Para uma fala rápida em um momento informal, o pastor Kivits realmente “mandou ver” – mas, ainda assim, a coisa não é tão fácil, e nesses assuntos, uma autossuspeita sadia é um santo remédio. Cá para nós, depois de ter dado nó nos neurônios, vai um nó na língua: antes de dizer que alguém é isso ou aquilo, utilizando palavras de contacto (como determinismo, processo etc.), deveríamos obedecer à direção de Deus, de examinar pessoalmente para ver se os fatos são reais, pois as possibilidades são muitas.

No entanto, gostei – especialmente depois de ouvir um zunzum sobre esse tal pretenso “namoro” com o deus da moda – apesar de eu ter ficado com um ruído na cabeça. Afinal, como é que fica uma soberania que não determina. E onde ficam textos como “determinado desígnio de Deus” (Atos 2.23), “todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas” (Hebreus 4.13), “tempos ou épocas que o Pai reservou pela sua exclusiva autoridade” (Atos 1.7), e “... eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade” (Isaías 46.9-10)?

De início, há o ponto do estabelecimento do campo da discussão. Sempre que partirmos de uma perspectiva para a totalidade (p.e., de um ponto de vista apenas moral ou social, econômico, psicológico) acabaremos mais é com torcicolo. Para falar de Deus, teremos de abordar a questão a partir da fé (resposta do homem à revelação), senão estaremos falamos de algo que pressentimos sem jamais poder assegurar (ver Hebreus 1.1,3,6). Com efeito, só o pensamento de uma fé em Deus já pressupõe uma revelação; de outro modo, como saber o infinito invisível? E não poderá ser qualquer revelação, mas uma interpretação do próprio Deus acerca de si mesmo, do homem e do mundo, possível de ser entendida e documentada a fim de possibilitar concordância – isto é, a Bíblia.

A Bíblia apresenta a Deus como sendo eterno, infinito, todotudo, causador não causado, que basta a si mesmo, e criador de toda a realidade; um Deus transcendente e imanente e, ao mesmo tempo, o sustentador de toda a realidade. Especialmente, a Escritura diz que ele é bom e justo. Mas daí vem uma pergunta: como é que um Deus bom “criou” ou permitiu a existência do mal? Bem, aqui vai uma ideia que não deverá ser considerada como declaração teológica, mas como abstração teórica. Como disse Francis Schaeffer, o mal não tem existência própria, mas deriva-se do bem quebrado. O bem, sim, tem existência própria na própria essência do Criador. Portanto, O mal é o bem quebrado. 

Considere isto: o mundo não poderia ter sido criado “dentro” de Deus, pois seria impossível haver dois eternos infinitos nem quebrar a unidade e pluralidade divina a fim de comportar outra existência idêntica. Não poderia também ser criado “à parte” de Deus, pois não haveria essência que o mantivesse. O mundo certamente foi criado fora de Deus e menor do que Deus. Ora, Deus é bom, o único bem, e qualquer coisa que não seja Deus terá de ser, por natureza, menos do que bem e, portanto, passível de ser mau. (Difícil de entender? Imagine um espaço único, em que tudo partilha o mesmo cenário; quando um muro é erguido, o espaço é dividido, apresentando dois cenários. “Pegou”?) Enquanto “em Deus”, o mundo usufruía o bem do criador e sustentador de todas as coisas; “sem Deus” (isto é, na intenção do coração, pois nada há que fuja ao controle de Deus), o bem se rompeu no não bem, isto é, o mal.

Não obstante, as trevas não prevaleceram contra a luz da soberania de Deus. O mal não significou embaraço para o bem, mas, sim, a realização do propósito divino de revelar a totalidade do bem àqueles que por um pouco foram feitos menores do que deuses (Salmo 8).  No pacto interno da Trindade, Deus havia planejado realizar o que, para nós, é impossível: criar um novo ser segundo sua própria natureza – a suprema vitória do bem!

Como? Deixe-me fazer uma digressão. Poderia Deus criar uma pedra que ele mesmo não pudesse levantar? Para nós, a quem possibilidade e fato são elementos excludentes, a resposta será: Não. Contudo, para o Deus eterno, criador, não há restrição entre fato e possibilidade, pois sua vontade se sobrepõe não apenas ao tempo e espaço, mas a qualquer contingência. Pela sua palavra, Deus pode criar a pedra e, pela mesma palavra, carregá-la. Assim, voltando ao como: Deus criou o homem menor do que ele mesmo e, mediante a obra redentora de Cristo (encarnação, vida de obediência, morte, ressurreição e ascensão), elevou-o à participação em sua própria natureza (2Pedro 1.4). Portanto, o que recebemos de Deus é o bem e não o mal. O que recebemos de Deus é a graça que justifica a maldade do ímpio.

Essa dificuldade para entender as coisas de Deus na relação com o homem e com o mundo está em que nós, seres finitos e temporais (e ainda por cima decaídos), só podemos pensar em termos duais de fato e possibilidade. Não compreendemos naturalmente um ser para o qual fato e possibilidade sejam modos imediatos. Por exemplo, para nós, seres singulares, ou estamos sentados ou em pé. Para o Criador, contudo, que é eterno infinito, um e muitos (Trindade), estar “sentado” e em “pé” é uma prerrogativa de sua vontade.

Outra dificuldade é entender que não há dois seres com a mesma realidade, isto é, Deus e nós. A Bíblia diz que Deus é o ambiente do homem (Atos 17.25-28). Noutras palavras, o EU SOU encapsula o que somos. Para ilustrar, imagine um grande círculo que compreenda toda a realidade criada, tempo, espaço e matéria: Deus, como criador, está fora desse círculo e, ao mesmo tempo, em controle, presente e com autoridade sobre ele. Nós, como criaturas, estamos dentro do círculo e sujeitos aos propósitos do Criador. Assim, não existem duas vontades soberanas, mas uma vontade divina superimposta ao círculo e toda abrangente, e, outra, humana, sujeita às normas, situações e dramas existenciais sempre em referência à primeira (teorreferência). Agora, imagine que dentro do círculo, sob a vontade de Deus, perpasse um cabo com miríades de fios, representando as possibilidades da nossa vontade. Para Deus, um mínimo fio de cabelo, mas, para nós, um potencial de liberdade que jamais conseguiríamos usar. Todos os fios da história estão controlados e todos seguem a mesma direção, para o propósito final de Deus.

Onde o segredo? Deus o revelou a Jó, no exercício de sua vontade soberana e pactual: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? .... Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares (Jó 38.4-5;40.8)?” A própria conversa de Deus com Jó aponta para o seu desígnio de redimir a vontade limitada do homem para a conformação com sua vontade infinda. (Veja Romanos 12.1-3 e Efésios 3.8-12).

Wadislau Martins Gomes

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Luta contra AIDS

Hoje é o Dia Internacional da luta contra a AIDS. Enquanto não se descobre uma vacina para o vírus HIV, milhões de crianças, jovens e adultos continuam sendo infectados. A situação é mais grave nos países da África, sendo a África do Sul o país mais afetado. Hoje mais de 6 milhões de pessoas na África do Sul são portadoras do virus. Isso significa aproximadamente 12,5% da população do país. São centenas de milhares de crianças órfãs por causa da AIDS e muitas delas convivendo pessoalmente com o virus.

O que podemos fazer? Creio que além agir com amor para com aqueles que convivem diretamente com esse drama ao invés de preconceito, podemos orar por eles e por aqueles que trabalham nas pesquisas para descobrir uma vacina. Podemos contribuir com iniciativas que apoiam a causa contra a AIDS. Podemos ainda servir como voluntários em casas de apoio a crianças e adolescentes portadoras do virus. Só não podemos é ficar de fora dessa luta. São oportunidades para dixar a luz de Cristo reflitir em nossa sociedade. Vamos agir!