domingo, 26 de junho de 2011

sábado, 25 de junho de 2011

O Tempora, O Mores: Estamos Experimentando um Avivamento no Brasil?

O Tempora, O Mores: Estamos Experimentando um Avivamento no Brasil?: "O termo “avivamento” tem sido usado para designar momentos específicos na história da Igreja em que Deus visitou seu povo de maneira especi..."

Contentamento - Deus nos chamou para viver em contetamento não na cobiça

De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeiros. Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem em ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. (1 Timóteo 6:6-10a NVI)

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Notícias de Junho

"Se Deus o chamou, não perca tempo olhando para trás por cima do próprio ombro, para ver se tem mais alguém seguindo junto." Corrie Tem Boon


Cape Town, 23/06/2011

Acabamos de receber mensagem de e-mail de uma irmã que, em meio ao sofrimento, nos transmite alegria, coragem e determinação no serviço ao Senhor. A frase foi parte da referida mensagem. Somos imensamente gratos a Deus por gente como a irmã Miriam que apesar de suas próprias dores mantém firme o propósito de serem parceiros na árdua, porém recompensadora tarefa de semear a Boa Semente.

Nossos filhos agora são todos maiores de idade. Leonardo completou 18 anos no último dia 07 e ficou bastante feliz com a comemoraçãozinha que fizemos em casa com amigos e companheiros de missão. Por conta de erros no Departamento de Assuntos Internos da África do Sul estamos correndo contra o tempo com a papelada do Leo para renovação de visto, pois corre o risco de perder o ano escolar se a documentação não estiver em dia até final desse mês. Ele também está apreensivo quanto aos exames finais do Matric (uma espécie de vestibular que ocorre em todo seu último ano letivo). Philipe continua na China dando andamento nos estudos de Mandarim e Arte Chinesa, ao passo em que também oferece aulas de inglês. Seu retorno está previsto para Setembro. Guilherme vai bem, apenas preocupado com seu visto de trabalho que não sai. O referido departamento tem passado por muitas mudanças que vêm causando vários problemas referentes à renovação de vistos.

Iolanda está se recuperando bem dos efeitos colaterais às mudanças que teve que fazer em seus medicamentos. Com os novos medicamentos, graças a Deus, tem conseguido dormir melhor depois de vários anos com dificuldades nessa área. Ela ainda terá que fazer diversos exames de rotina que aqui são caros e não são cobertos pelo nosso plano de saúde. Quanto a mim (Gessé) estou bem, apenas procurando me adequar melhor às novas funções no trabalho.

Nesse momento estamos ocupados com o delineamento final do projeto estratégico Base Sul da África, algo que requer sua atenção em oração. Nossos custos se elevarão bastante para tornar possível a realização do mesmo, em especial custo com viagens. Nos próximos meses precisaremos nos reunir com nosso missionário Luciano Azevedo e lideranças da Igreja Presbiteriana de Moçambique para tratar de possível apoio em projetos de plantação de igrejas entre povos não alcançados naquele país, conforme indicadores de pesquisa feita pelo colega Rev. Ronaldo Lidório. Em seguida precisaremos nos reunir com lideranças da Igreja Presbiteriana do Maláui para traçarmos prováveis áreas de parcerias com a APMT para projetos missionários naquele país. Em ambos os casos serão necessários mais recursos financeiros e mais obreiros para o trabalho.

Os colegas missionários no programa de aquisição da língua inglesa estão se saindo bem no processo de adaptação e entrosamento com a cultura. Percebemos boa atitude e disposição diante do objetivo. Timóteo e Samuel, filhos do Rev. Jorge e Jarci, estão bem entrosados na escola e igreja. Silvia e Laura Octaviano continuam sendo uma grande bênção em nossa vida e trabalho (Igreja e Projeto).

Em nosso trabalho temos tido a oportunidade de auxiliar missionários de diversas igrejas e agências, muitos dos quais de origem presbiteriana. Seus propósitos de um modo geral tem sido o da aquisição da língua inglesa, mas, de igual modo, têm sido instrumentos de Deus em nossa vida, na vida da Igreja e no desenvolvimento do projeto. Nesse momento estamos nos beneficiando das habilidades da nossa irmã Vânia Pereira (ex-Deã do Centro Evangélico de Missões) na elaboração da parte técnica do projeto Base Sul da África. Também temos desfrutado da companhia de Aldley Souza, Beatriz Faria, Maísa Haddad e Rosilene Pereira.

Nos últimos meses estamos em contato com uma jovem família missionária brasileira (Eric, Viviane, Milena e Juninho, originários da IP de Campos, RJ) que também reside em Cape Town. Ele está cursando o segundo ano de Teologia no Bible Institute of South Africa em Kalk Bay (www.bisa.org.za) e recentemente foram recebidos como membros da Igreja Presbiteriana do Kenilworth. Estamos alegres com a decisão desses queridos irmãos, que embora novos, já têm vivido uma boa experiência na caminhada missionária.

Para agradecer a Deus:

1. Pela descoberta de medicamentos mais eficientes para Iolanda;

2. Pelas excelentes experiências de Philipe na China;

3. Pelas vitórias no trabalho;

4. Pela cooperação dos nossos colegas no trabalho.

Para interceder:

1. Pelos recursos para viagens de trabalho a Maputo (R$ 1.600,00);

2. Pelo visto de Leonardo, em especial pelos recursos financeiros (R$ 430,00);

3. Pelos próximos meses de nossos missionários no programa de aquisição da língua inglesa;

4. Pela continuidade de bons resultados dos novos medicamentos no tratamento de Iolanda e pelos recursos financeiros para os exames aos quais se submeterá (R$ 1.350,00).

Seus parceiros na missão de Deus.
Rev. Gessé, Iolanda e filhos


Contribuições para o ministério do Rev. Gessé e família podem ser feitas das seguintes maneiras, sempre usando o código 0,14 em centavos (exemplo: R$ 50,14): Banco do Brasil - Agência: 0635-1 (Cambuci) - C/C: 7500-0; Banco Bradesco - Agência: 119-8 (Cambuci) - C/C: 107965-4; Transferência online - CNJP: 04.138.895/0001-86; Boleto bancário – Neste caso ligar para o (011 3341 8339) solicitando boletos bancários para efetuar o depósito.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Também não sou homofóbico

DOMINGO, JUNHO 05, 2011

NÃO SOU HOMOFÓBICO


Para não criticar sem conhecer, dei uma olhada no material do “kit contra homofobia”, do MEC. Depois de ver a coisa toda, o que ficou na cabeça foi uma sensação de viver no país do Pica-Pau Amarelo, do Monteiro Lobato, pleno das reinações de Narizinho com o pó de pirlimpimpim. No final de “A Reforma da Natureza”, Emília diz: “O nosso segredo é o faz de conta” – e, diante do desentendimento do Dr. Zamenhof, a boneca de pano conclui – “Pois faça de conta que entende” ( A chave do tamanho, SP, Brasiliense,1976, p. 124).

Como exemplo, um vídeo do kit, “encontrando José Ricardo”; pena que em nosso Sítio sempre mudem o nome do filme; saiu: “Encontrando Bianca”. Os argumentos do José Ricardo para a transformação da natureza têm a mesma consistência do reino encantado de Taubaté. Sonhos paternos de sucesso e pé na bola, sobra de piadas, unhas pintadas de vermelho, gripe fingida, preconceitos, roupa nova, troca de nome, sentir-se mulher e o grande desejo de usar o banheiro feminino – nada disso constitui argumento. Antes, relata uma história do coração que revela causas mais profundas. Usar o banheiro feminino não é sonho só do José; é sonho inconfessado de adolescentes e outros mal crescidos, e esse problema é o menor. Há problemas verdadeiros a serem discutidos.

(i) Um deles, josés e biancas, é o do tratamento do mau preconceito (pois há bons preconceitos como, por exemplo, o preconceito contra o mau preconceito). Nada justifica um ataque a alguém sem que haja causa justa e perigo iminente. Todas as pessoas, independentemente da identidade projetada, portam a imagem de Deus em virtude da Criação. Ofato de a pessoa natural se encontrar carente do reflexo adequado não significa que deverá ser mal amada. Com efeito, todos pecamos, de uma ou outra maneira, e alguns de nós carecíamos do entendimento de Deus (Rm 3.23) até que fomos refeitos à imagem de Cristo (2Co 4.6). Portanto, não nos cabe julgar as pessoas, mas mostrar-lhes o amor de Deus pelo pecador (Jo 3.16). Entretanto, isso não quer dizer que tenhamos de mudar nossa consciência cristã, fazendo do ruído do “eu” autônomo psicologizado e do super pó emiliano, uma imposição curricular.

(ii) Outra questão é a do próprio preconceito, isto é, da pressuposição que, quer queiramos quer não, está na base de todo comportamento. Algumas pessoas dizem que uma preferência de orientação sexual diferente da identidade sexual é coisa pecaminosa e causa de conflitos. Outras, dizem que esse tipo de preconceito é a própria causa de conflitos, e que os escolhedores ou indecisos necessitam de terapia. Contudo, os "sem preconceitos" acabam demonstrando preconceitos maiores. Por exemplo, a “terapia de identidade sexual” (Throckmorton & Yarhouse, 2006) faz isso ao propor uma congruência pessoal, confundindo potenciais conflitos de identidade sexual com religião e (pasme!) tratamento de desordens tais como dor crônica, abuso de drogas e depressão. Aí, vem a pergunta: o conflito existe porque a pessoa quer escolher e a cultura tradicional não deixa, ou o conflito existe porque fomos criados por Deus com identidade sexual definida e preferimos viver sem as restrições de Deus?
(iii) O bom senso leva a crer que valores tais como sexo e sexualidade sadia devam ser ensinados não só na escola, mas em casa, na igreja e em outras devidas esferas de autoridade. Entretanto, faz crer também que não é papel do governo determinar quais sejam esses valores nem impor sua própria ideia de quais sejam sadios. Como é que fica? No caso da Emília, a boneca ditadora, quando confrontada com a monstruosidade das consequências da reforma da natureza, decidiu: “Sempre achei a natureza errada...” – para que vaga-lume piscar-piscar, tanto beiço na Anastácia e dois chifres numa só vaca – “Erradíssimo. Eu... deixava tudo um encanto...” (op. cit., p. 90).Assim é que as leis são passadas em nosso Sítio. Emilianos e viscondes de sabugosas, de uma penada, querem transformar a natureza. Para quem achar ruim, vai a pecha, como encanto: homofóbico, homofóbico, homofóbico!

Não, não sou homofóbico. Sou homomórfico, preservando a igualdade e as diferenças (função biunívoca) da sexualidade e da relação sexual dentro do casamento. Sábia mesmo foi tia Anastácia que recomendou: “Não se ponham a ajudar os pintinhos a sair da casca senão eles morrem... Pinto sabe muito bem se arrumar sozinho. E não se esqueçam de molhar as mudinhas de couve lá na horta” (op. cit., p. 92).

Wadislau Martins Gomes

domingo, 5 de junho de 2011

Verdades para os filhos do Rei


O CASAMENTO DO PRÍNCIPE WILLIAM E CATHERINE MIDDLETON - Um Sermão para o casal e para a humanidade



Danilo Fernandes


Recentemente, fui surpreendido por um e-mail do Arcebispo William Mikler me indicando o Sermão de Casamento do bispo de Londres para as bodas do Príncipe William & Catherine Middleton.

Segundo o bispo Bill, este sermão, além de ótimo, validava a ótima fama do bispo de Londres, o Reverendissimo Dr. Dom Richard Chartres, de pessoa amorosa, piedosa e cristocêntrica.

Recebi o sermão, na língua em que foi escrito, e fiquei surpreso com o que li. Uma peça maravilhosa, que usou um momento de tanta atenção das multidões, para levar esperança, conforto e verdade. Tudo sem perder o seu propósito central – unir um casal em Amor, diante do Senhor.

Sempre que ouço um sermão de casamento, está lá a fonte. O fundamental. Contudo, é tão difícil ouvir algo relevante. A maioria faz do fundamento o lugar comum.

O casamento é o primeiro passo do projeto de Deus para a humanidade. Não à toa, está entre as primeiras direções de Deus ao homem. É o formato santo de onde tudo se fará mais perfeito. É o sacramento primordial, pois é a ordenança divina primordial aos homens. É o início da família.

A oportunidade aberta pela celebração de um casamento “global”, como o enlace do herdeiro do trono da Inglaterra, foi fielmente empregada em prol do Reino de Deus, acima dos interesses e do fascínio da monarquia e do conto de fadas de príncipes e princesas.

Em outras palavras, o autor elevou o discurso da celebração, para além da majestade do trono Britânico, na direção da Majestade de Cristo e do amor de um casal, para o vislumbrar do Amor ágape.

Confesso a minha insegurança nesta tradução. São tantos detalhes em cada frase, que me senti em uma cristaleira cercado de objetos muito preciosos.

O bispo Chartres, transmitiu a sua mensagem em múltiplas ondas de compreensão, como em um rádio, ondas: curtas, médias e longas e fez chegar o Evangelho do Senhor a todos os ouvintes, na sua diversidade, segundo a presença do Espírito e do crescimento pessoal. Fez mais: Lembrou a todo cristão, na sua condição de imitador de Jesus Cristo, das obrigações de sua santa existência neste planeta.

Espero ter, miseravelmente, levado a vocês algumas destas muitas frequências.




Abadia de Westminster — 29 de abril de 2011.

O CASAMENTO DO PRÍNCIPE WILLIAM E CATHERINE MIDDLETON

O sermão do bispo de Londres



“Seja quem Deus quis que você fosse e você irá inflamar o mundo”.


Assim disse Santa Catarina de Siena, cujo dia o festivo se comemora hoje. O casamento deve ser o caminho no qual o homem e a mulher se ajudam mutualmente a ser aquilo que o Senhor planejou para cada um, na expressão mais profunda e verdadeira do ser.

Muitos vivem temerosos pelas perspectivas futuras deste nosso mundo, mas a mensagem desta celebração para o país e para além das nossas fronteiras é a correta. Este é um dia de alegria! E é muito bom que as pessoas de todos os continentes possam compartilhar da alegria destas celebrações, pois este é, como todos os casamentos deveriam ser, um dia de esperança.

De certo modo, todo o casamento é um casamento real, onde a noiva e o noivo, como rei e rainha da criação, constroem juntos uma nova vida, para que através deles, a vida possa fluir para o futuro.

William e Catherine, vocês escolheram se casar na presença de um Deus generoso que amou o mundo de tal maneira que Se deu a nós na pessoa de Jesus Cristo.

E, no Espírito deste Deus generoso, marido e mulher estão prontos a se darem um ao outro.

Nossa existência espiritual evolui à medida que o amor encontra seu centro para além de nós mesmos.

Relacionamentos baseados no compromisso e na fé abrem uma porta para o mistério da vida espiritual, na qual descobrimos o seguinte:

Quanto mais doamos de nós mesmos, mais enriquecemos a nossa alma, mais nos superamos em amor, mais nos tornamos nosso verdadeiro ser e a nossa beleza espiritual é revelada por inteiro.

No casamento, procuramos levar, um ao outro, a uma vida mais plena. Claro que é muito difícil se afastar do egocentrismo. Podemos até sonhar em fazer isto, mas este desejo jamais será atendido, sem que haja uma decisão solene, não importando quais sejam as dificuldades, estaremos comprometidos com o caminho do amor generoso.

Vocês tomaram a sua decisão hoje – “Eu aceito” – e, ao iniciar este novo relacionamento, vocês se alinharam com o que acreditamos ser o caminho pelo qual a vida evolui espiritualmente e que conduzirá a raça humana a um futuro fecundo. Nós contemplamos à frente um século repleto de promessas e também de ameaças. A humanidade confronta a questão do uso sábio do poder que nos foi dado através das descobertas do último século.

Que o nosso engajamento com as oportunidades do futuro não se traduzam meramente na busca por mais conhecimento, se não antes pelo aumento da sabedoria amorosa e a reverência pela vida, pelo planeta e pelo próximo.

O casamento transforma, na medida em que marido e mulher fazem do outro a sua obra prima. A transformação é possível, desde que refreemos as nossas ambições para mudar o nosso parceiro. Se o Espírito flui, não deve haver coerção; cada qual dá ao outro espaço e liberdade. Chaucer, o poeta londrino, resume isto precisamente em uma frase (1):

Quando a preponderância entra, o deus do amor logo Bate as suas asas e adeus, ele se foi.

Á medida em que a existência de Deus se desvanece de tantas vidas no Ocidente, assistimos, em contrapartida, o aumento das expectativas colocadas sobre as relações pessoais e destas serem capazes, sozinhas, de proporcionar felicidade e sentido à vida.

Isto é depositar um fardo muito grande sobre os ombros de nossos conjugues. Nós somos todos incompletos: Nós todos precisamos do amor que é segurança, em vez de opressão. Precisamos nos perdoar mutuamente para florescer.

Na medida em que nos movemos na direção de nosso parceiro no amor, seguindo o exemplo de Jesus Cristo, o Espírito Santo é vivificado em nós preenchendo nossas vidas com luz. Isso conduz a uma vida familiar oferecendo as melhores condições para próxima geração receber e trocar os presentes capazes de superar o medo e a divisão e nutrir o mundo vindouro do Espírito, cujos frutos são o amor e alegria e a paz.

Eu oro para que todos nós, aqui presentes, e os muitos milhões que estão nos assistindo hoje, compartilhando da alegria da nossa celebração, façam tudo ao seu alcance para apoiá-los e sustentá-los em sua nova vida. E peço a Deus que vos abençoe, neste caminho de vida que vocês escolheram. Caminho este, expresso na oração que ambos fizeram em preparação a este dia:

Deus, nosso pai, nós Lhe agradecemos por nossas famílias; pelo amor que partilhamos e pela alegria de nosso casamento. Mantenha na ordem de cada um de nossos dias, nossos olhos fixados naquilo que é verdadeiramente importante na vida e nos ajude a sermos generosos com o nosso tempo, amor e energia. Reforçados pela nossa União, ajuda-nos a servir e consolar aqueles que sofrem. A Isto Te pedimos, no Espírito de Jesus Cristo. Amém.



(1) Traduzido do Inglês medieval: "Whan maistrie comth, the God of Love anon, Beteth his wynges, and farewell, he is gon."



Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/2011/05/o-casamento-do-principe-william-e.html#ixzz1OP9F8dxw
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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Manifesto Evangélico...

Quinta-feira, Junho 02, 2011

O Manifesto de Brasília sobre Liberdade de Expressão

Um Manifesto sobre Liberdade de Expressão foi entregue ontem, em Brasília, aos senadores e deputados que formam a Frente Parlamentar Evangélica. O Manifesto foi elaborado por um grupo representativo de instituições de ensino confessionais e de igrejas evangélicas. A iniciativa foi da ABIEE (Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas) que usou como ponto de partida a Carta de Princípios do Mackenzie sobre liberdade de expressão e outras manifestações e documentos sobre o mesmo assunto publicadas por igrejas e instituições de ensino. O Manifesto foi entregue pelo presidente da ABIEE ao deputado João Campos, líder da Frente Parlamentar durante reunião ocorrida no Auditório Petrônio Portela no Senado Federal.

As entidades e igrejas que assinaram o Manifesto congregam aproximadamente 8 milhões de pessoas, entre alunos, professores e membros. O teor do Manifesto está abaixo.

MANIFESTO EM FAVOR DA LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE EXPRESSÃO

"Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte o vosso direito de dizê-lo!" [Voltaire]

Tendo em vista a tramitação no Senado Federal do Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 (Projeto de Lei nº 5003/2001), que criminaliza toda e qualquer manifestação contrária à orientação sexual da homossexualidade,

ENTENDEMOS QUE que:
  • vivemos numa sociedade multicultural e plural em que a liberdade é um dos principais pilares de sustentação;
  • a liberdade só é possível se houver a concretização da liberdade de consciência e de expressão;
  • a liberdade de consciência tem a ver com o que cada indivíduo crê interiormente, enquanto que a liberdade de expressão é a manifestação externa dessas crenças;
  • o Artigo 5º da Constituição, em seu caput, afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de quaisquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade;
  • neste mesmo artigo, ao tratar dos direitos e garantias fundamentais, a mesma Constituição afirma que (IV) é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato; e que (VI) é inviolável a liberdade de consciência e de crença ...
  • a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 expressa em seu Artigo 18 que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião ... e no Artigo 19 que toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras;
  • se todos são iguais, todos, sem distinção, podem expressar privada e publicamente suas ideias, pensamentos e crenças, declarando o que acreditam e os motivos pelos quais acreditam de determinada forma e não de outra, desde que os direitos dos outros sejam respeitados;
  • não deve haver discriminação contra qualquer pessoa e suas escolhas individuais;
  • o próprio texto do projeto original do PLC 122/2006 (nº 5.003/2001) salienta que a orientação sexual é direito personalíssimo, atributo inerente e inegável à pessoa humana ... Trata-se de respeitar as diferenças e assegurar a todos o direito de cidadania ... Nossa principal função como parlamentares é assegurar direitos, independente de nossas escolhas ou valores pessoais. Temos que discutir e assegurar direitos humanos sem hierarquizá-los. [grifo nosso]
Neste sentido, DECLARAMOS QUE:

  • o referido Projeto de Lei da Câmara 122/2006, ao tornar crime manifestações contrárias à homossexualidade, incita à discriminação ao promover a censura da consciência e da expressão, promove a violência defendendo a liberdade para uns e suprimindo a liberdade para outros, desprezando o que é conhecido no Direito como “princípio do contraditório e da ampla defesa” [audiatur et altera pars- “ouça-se também a outra parte”] que é a liberdade de análise e posicionamento contrário às expressões ou manifestações de outras pessoas em qualquer área da vida;
  • na democracia a liberdade que se expressa por intermédio dos valores individuais e mesmo de segmentos da sociedade não pode privilegiar o direito de liberdade de consciência e de expressão de uns em detrimento ao direito de outros;
  • não é possível concordar com qualquer lei que maximize direitos a um determinado grupo de cidadãos e, ao mesmo tempo, minimize, atrofie e faleça direitos e princípios já determinados principalmente pela Carta Magna da Nação e pela Declaração Universal de Direitos Humanos.
Sendo assim,

MANIFESTAMOS nossa posição contrária a qualquer forma de violência e discriminação contra o ser humano, afirmando, por um lado, o respeito devido a todas as pessoas independentemente de suas escolhas sexuais, e, por outro, afirmando o direito da livre consciência e expressão de cada pessoa;

CONCLAMAMOS os representantes do povo no Congresso Nacional que se posicionem a favor da ampla liberdade de consciência e expressão de todos, sem distinção e discriminação, rejeitando qualquer dispositivo que promova a censura e amordacem a liberdade e o direito individual de consciência e livre expressão; e,

CONCLAMAMOS as demais instâncias da República, cidadãos e líderes de instituições sociais, que se unam em defender o respeito à pessoa e a garantia dos direitos individuais, preservando a liberdade de consciência e de expressão de cada um e de todos, sem que se privilegie qualquer segmento de nossa sociedade, o que ameaça a democracia, patrimônio de todos.