sexta-feira, 9 de julho de 2010

Caso Bruno

Um barbárie... Parece cenas de filme de terror. Não há explicação ou justificativa nenhuma para um ato dessa natureza. O que me impressionou foi o fato do delegado em Minas Gerais expor abertamente todos os detalhes do crime para a mídia. Não creio que ele esteja querendo ganhar notoriedade em cima de toda essa misária, mas creio que está havendo imprudência quanto ao que deve e ao que não deve ser publicado nesse momento em que toda a nação se sente chocada. Sará que ele não imagina que milhões de crianças estavam assistindo noticiários? Parece não haver nenhum senso de proteção das nossas crianças.

Falta ética na polícia, falta prudência na exposição de certos casos. O cidadão brasileiro indefeso, inocente (crianças) não é obrigado a ter que digerir detalhes dessa desgraça que em si já afeta a sociedade brasileira como um todo. Tenho filhos e isso nos faz sentir, como familia, como se fossemos parte da família da Eliza.

Portanto, imagino que certos detalhes do caso não poderiam e nem deveriam ser expostos. Trata-se de material privativo da justiça. São elemtos para formulação do caso. No entanto, parabenizo o trabalho da polícia especailmente pela agilidade nas investigações.

Outra questão, que está na hora dos cidadãos brazileiros, em especial os homens, repensar seu na família. O Bruno de certa forma é vitima de um padrão familiar muito comum no Brasil que tá na cara que não dá certo. Nossa sociedade está ficando cada vez mais doente por conta dessa falta de elaboração dos papéis na família. O que se espera de um homem num casamento? Será que os homens brasileiros ao entrarem num relacionamento estão pensando em construir algo? Será que levam consigo algum sonho? Ou se casam apenas para depois descubrirem que estão vivendo um pesadelo?

Somos uma das nações mais violantas do mundo. Qual a razão disso? Pobreza? Nunca! Somos a oitava maior economia mundial. A princial causa é a o vazio de valores que permeia a nossa sociedade. Ser machista é ser homem. É que pensa um número considerável do nosso povo. E é assim que nossos meninos crescem, com esse modelo na mente, porque são esses os seus referenciais, seus pais. Crescem machistas para perpetuarem esse modelo, portanto.

Não adianta lamentarmos o leite derramado. Não adianta passarmos o resto da vida alegando que fulano frequantou boa escola, teve boa educação, etc. O erro não está ai. O que define o que será a pessoa quando chegar à idade adulta é a convivência que ele tem (ou deixou de ter) com essa figura parterna. Para o menino, o pai é a figura central, cuja influência afetará decisivamente sua vida, de forma positiva ou de forma negativa.

Nosso país precisa passar por um processo radical de regeneração moral. E isso só é possível acontecer quando os valores éticos, hoje abandonados em nome das liberdades individuais plenas, forem resgatados. Continuo sonhando com um Brasil melhor.

Ontem quando o Presidente da CBF, Ricardo Terra Teixeira, convidou o mundo para assistir a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, no mesmo momento o Jornal Hoje da Rede Globo) já havia ocupado mais de 60% do seu espaço com o caso Bruso. No final de sua fala Ricardo Teixeira usou uma frase que me fez pensar ainda mais. Ele disse: "No final da Copa de 2014 esperamos que o mundo saia um pouco mais brasileiro". De que Brasil estaria ele falando? Do ideal, sonhado por todos nós? Ou do Brasil real, violento, macabro, cruél, mal educado, de injustiças e desigualdades gritantes? Estaria ele falando do brasileiro que pode até não ner tido educação formal, mas tem educação suficiente viver a vida de maneira honesta, lentamente construíndo o futuro de seus fulhos e, portanto, construindo dia a dia um país melhor? Ou estaria ele falando daquele que é capaz de destruir sua própria riqueza para alimentar ganância e satisfazer prazeres momentâneos? Ou ainda daquele que, por falta opção e de dignidade, se vê obrigado construir seu barraco nas milhares de invasões e encostas, comprometendo, ainda que sem quer, o nosso já comprometido meio ambiente, para tão somente abrigar sua família? De que Brasil estaria ele falando?

Quanto a nós, cabe trabalharmos dignamente e de forma diligente para fazermos frente ao grande desefio de semear a Boa Semente do Evangelho nesso fértil solo brasileiro. Só então em 2014 poderemos desejar que o mundo todo se torne um pouco mais parecido com o Brasil, porque os brasileiros estarão um pouco mais parecidos com Jesus, o autor da vida.

Pelos laços do Cordeiro,
Rev. Gessé Almeida Rios

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