segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Natal é alegria...

...perdão reconciliador, paz verdadeira, amor geniuno, esperança concretizada... NATAL é tudo isso e muito mais.

Isabel e Zacarias se casaram no esperançoso sonho de terem filhos, no entanto viveram toda uma história de vida sem ver o sonho concretizado. Ela era estérial e ambos de idade avançada (Lc. 1:7) provavelmente já estavam até acostumados com a idéia de morrerem sem dixar descendência. Mas é aí que tá. Deus age no meio do impossível, do improvável, mesmo porque essa condição não existe para Deus. E Ele o faz para tornair Sua grandeza ainda mais evidente.

Isabel e Zacarias eram descendentes de Arão, a nobre classe religiosa de seu povo. "Ambos eram justos aos olhos de Deus, obedientes de modo irrepreensível a todos os mandamentos e preceitos do Senhor" (Lc. 1:6). Tinham o Deus certo, a espiritualidade certa, viviam de forma certa, tinham o sobrenome certo... Tinham tudo para dar certo, tudo para ter a vida perfeita e sonhada por muitos. Mas não é o que se tem para oferecer que conta, porque aí deixa de ser graça, passa a ser mérito, passa a ser obra da carne e não de Deus.

Não faziam idéia que nos planos do Altíssimo seriam protagonistas da maior incursão de Deus na história humana. Deus os escolheu para trazer ao mundo o profeta precussor do Messias. Aquele que O receberia e O introduziria no ministério designado pelo Pai, o ministério da reconciliação. Quanta honra! Deus não apenas lhes dá um filho, obejto contínuo de oração do casal, mas lhes dá o precussor do Messias esperado. Não foi por coincidência que o anjo Gabril no ato da anunciação dixou claro que se tratava mesmo de resposta de oração. Diz Gabriel a Zacarias: "tua oração foi ouvida" (Lc. 1:13).

Muitos desistem de orar por serem imediatistas e esquecerem que Deus age num tempo diferente do nosso. Creio que se Zacarias e Isabel tivessem desistido de interceder teriam perdido tão grande privilégio. Deus está à procura de homens e mulheres que pagam o preço da perseverança em oração. Orar implica em submissão. Quando oramos estamos declarando que nos submetemos Àquele a quem suplicamos. Oração é uma delaração de rendição da vontade. Não à minha vontade, mas a Tua, ó Deus.

O fato é que Isabel engravida como prometera o anjo sabendo de antemão que o que estava sendo gerado era resposta de oração. Não somente recebe a bênção do filho, mas também o manual completo com direito a nome, para que serve, como manter, etc. Diz o texto: "...será chamado João... será motivo de prazer e alegria..." (Lc. 1:13-14) para o casal e para a nação de Israel; "...será grande aos olhos do Senhor... não tomará bebida fermentada, será cheio do Espírito Santo desde o nascimento. Fará retornar muitos do povo de Israel ao Senhor seu Deus. Irá adiante do Senhor... para fazer voltar o coração dos pais a seus filhos e os desobedientes à sabedoria dos justos, para deixar um povo preparado para o Senhor" (Lc. 1:15-17).

Podemos apenas imaginar a alegria de Isabel e Zacarias diante de tamanha revelação. Qual mãe ou pai não ficaria prá lá de satisfeito ao tomar conhecimento antecipado do importante papel que seu filho irá exercecer no mundo? João nasceu com uma missão: apresentar Jesus ao mundo. Em certo sentido, é o que eu e você fomos chamados a fazer hoje. Apresentar Jesus aos povos. A resposta dessas naçãos? Depende do Espírito Santo.

Ao engravidar Isabel fica cinco meses sem sair de casa (Lc. 1:24). Vergonha? Precaução? Mêdo? Não sabemos. O que a revelação bíblica nos diz é que o nascimento de João muda a sorte dessa familia, renova os laços, traz nova dinâmica e alento para a família.

Seis meses depois o mesmo anjo Gabriel faz outra grande anunciação, desta vez sobre o nascimento do Messias. Uma garota, virgem, comprometida e, tudo indica, de casamento marcado foi a escolhida. É Deus que escolhe. Mais uma vez Deus mostra a grandeza do Seu poder na improbabilidade humana. O questionamento de Maria não difere do questionamento de Zacarias: "Como acontecerá isso, se sou virgem"? (Lc. 1:34). Ambos se prendem nas circunstâncis e impossibilidades humanas. A resposta do anjo não deixa espaço para a dúvida: "Nada é impossível para Deus" (Lc. 1:37).

NATAL é a alegria de saber que Deus acabou com os impossíveis. Não há mais impedimentos porque em Cristo os obstáculos são removidos. Não me refiro apenas à trivialidade dessa vida, embora creia que Deus pode e intervém em nossas circunstâncias cotidianas. Refiro-me principalmente ao acesso a Deus, à salvação outrora distante de nós. Jesus veio para ser o único Caminho que nos leva ao Pai. Isto sim, é NATAL. Ele tornou possível o impossível.

Isto também nos encoraja a acreditar que Deus intevém em nossas impossibilidades. Neste novo ano, sejo o que for que lhe apavora, amedronta... sejo o que for que considere impossível, lembre-se: "nada é impossível para Deus".


Um breve resumo coparativo das duas anunciações conforme Lucas capítulo 1:

João foi anunciado a um sacerdote, Zacarias (11)
Jesus, anunciado a uma virgem, Maria (26 e 26)
Aparição a Zacarias: silenciosa (11)
Aparição a Maria: audível (28)
Reação de Zacaria: medo (12)
Reação de Maria: medo (29)
Primeira mensagem do anjo Gabriel
* a Zacarias: consolação - "não tenha medo"(13)
* a Maria: consolação - "não tenha medo"(30)
Segunda mensagem
* a Zacarias: anúncia da gráça - "tua oração foi ouvida" (13)
* a Maria: anúncio da graça - "você foi agraciada" (30)
Terceira mensagem
* a Zacarias: conteúdo total da anunciação (13-17)
* a Maria: conteúdo total da anunciação (31-37)

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